Austrália Ocidental (WA)

 

 

Finalmente tive tempo de finalizar todas as fotos, de forma a pode coloca-las aqui para que todos possam ver. Já tenho vindo a partilhar algumas na minha página do Facebook nas últimas semanas, mas agora apresento-vos uma quantidade maior, que dá uma ideia melhor e mais completa daquilo que foi esta viagem.

Imprevistos à parte, foi mais uma aventura num país extraordinário. Realmente adoro a Austrália como destino e, não fosse tão longe, as minhas visitas seriam mais frequentes. Espero que gostem.

 

 


 

 

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E assim terminou mais um viagem. Uma vez mais com imprevistos que ameaçaram torna-la num pequeno pesadelo mas, mesmo que me tenham afectado durante algum tempo, lá consegui deixar isso de lado e aproveitar ao máximo os locais que pude visitar. Foram 7600 km ao volante em poucos dias, e este talvez tenha sido o meu maior erro. Fiz um plano de viagem muito apertado, que deixou pouco tempo para visitar os locais, e ainda menos espaço de manobra para fazer visitas não programadas. Apesar de tudo isto, no final da viagem acho que o balanço é positivo, tanto pelo que conheci, como pelo que fotografei.

Após uma mudança de planos devido ao incidente que tive com o carro alugado no início da viagem, resolvi começar a viagem Cape Leeuwin, que é o ponto mais ocidental da Austrália, e subir ao longo da costa até à cidade de Broome. Climas, paisagens e pessoas bem diferentes de um extremo para o outro. Foi bastante interessante ir observando essas mudanças, especialmente na paisagem…indo ficando cada vez mais desértica à medida que andava para norte. É um daqueles percursos que sempre quis fazer. A Austrália é um dos meus países preferidos. É um país tranquilo, seguro, onde tudo funciona bem e onde as pessoas são extremamente cordeais e prestáveis. É um país enorme, que convida ao tipo de viagem que eu gosto de fazer…pegar num carro e explorar. Devido ao seu tamanho, é também extremamente variado, sendo por isso fácil ir lá várias vezes e descobrir locais completamente diferentes. Não fosse tão longe e não fosse a viagem tão cansativa, as minhas visitas seriam ainda mais frequentes.

Fotograficamente falando, não foi uma das viagens em que tenha tirado mais fotos, até porque a agenda era muito apertada mesmo, como referi em cima. No entanto, e pelo que já pude ver numa primeira selecção que fiz, gosto bastante de algumas das fotos e isso é o que importa. Prefiro tirar 10 fotos e gostar de uma do que tirar 50 e continuar a gostar apenas de uma. Ao nível do equipamento, voltei a perceber a minha incompatibilidade com o material da Fuji. Gosto muito das máquinas, adoro as imagens que elas produzem…no entanto há um problema grave para mim, que é a facilidade como o anel de abertura nas lentes e a rodinha de compensação de exposição, saem do lugar. Tenho várias fotos arruinadas por causa disso. Umas são recuperáveis, outras não. Já tinha tido este problema há uns tempos, quando viajei para as Maldivas e Brasil com a X-T1 e X-E2…mas desta vez, talvez por fazer as coisas mais a correr, afectou-me mais. Estar sempre a pôr e a tirar a máquina de um saco ou mochila é o suficiente para que se alterem os valores sem se dar conta. Enfim…isto quer dizer que na próxima viagem o material será outro.

A foto que publico em cima foi a primeira que editei, curiosamente uma das últimas que tirei. É uma das minhas preferidas porque acho que todos os elementos estão no lugar certo, incluindo a luz. Mais fotos virão em breve.

 


 

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Outro dia sem grande história. Já sabia desde o início que os últimos dois dias seriam praticamente só estrada. Basicamente eu fiz a viagem até Broome e estes dois dias seriam o regresso a Perth. Fiz em dois dias o que fiz em seis ao viajar para norte. Sobrou por isso muito pouco tempo.

Ainda fiz três paragens para fotos mas muito rápidas. Infelizmente já não cheguei a Perth a tempo de ir fotografar a cidade ao anoitecer. Não era muito importante mas tinha sido interessante. Por falar em Perth, eu nos primeiros dias comentei que não sabia o que era feito das pessoas, visto que às 8 da noite não se via ninguém da rua. Hoje tive parte da explicação. Fui a um shopping por volta das 19 horas e eis que todas as lojas excepto os supermercados, estavam fechadas! Ora…se está tudo fechado, as pessoas vão andar na rua a fazer o quê, certo? :)

Amanhã ainda passo a maioria do dia aqui mas às 17:00 começa a tortura do meu regresso a Portugal. Viagem longa, com escalas longas também. Haja paciência! Este é o momento em que eu digo que não volto cá tão depressa. Há 3 anos disse isso e não demorei assim tanto tempo hehehe. A verda…e azares à parte, são sempre viagens excelentes. Fotograficamente falando, espero para ver o que deu em casa. Não me parece muito mal ;).

Então até amanhã, provavelmente a meio da viagem.

 


 

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Foram 12 horas e 35 minutos para fazer os 1400 km de hoje. Só parei para abastecer o carro. Tinha mesmo que ser assim para não ter que fazer parte da viagem durante a noite. É super perigoso por causa dos animais que se atravessam à frente.

Realmente foi isso o dia de hoje. Não há mesmo nada para contar. A foto diz tudo. Foi o que vi o dia inteiro :)

Amanhã espera-me um dia semelhante mas como são cerca de 300 km a menos, quero ver se dá para fazer duas ou três paragens pelo caminho. E se chegar a Perth antes de anoitecer, ainda tento fotografar a cidade.

Até amanhã então.

 


 

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Foi um dia frustrante, não dá para pôr as coisas de outra forma. A principal razão que me trouxe até Broome chama-se Cape Leveque, conforme eu tinha referido ontem, e supostamente é um local com praias muito bonitas. Pois bem…eu sabia que a estrada era em terra…mais precisamente 200 km dela. 200 km em terra demoraria sempre um tempo considerável mas esse tipo de estradas costumam estar muito bem conservadas e por vezes é possível andar praticamente à mesma velocidade que no asfalto, ainda que com mais atenção e concentração. O problema aconteceu durante a noite. Choveu bastante, o que transformou a estrada parcialmente em lama. Com o Nissan X-Trail que eu resolvi transformar em submergível, tinha dado facilmente para ir. Com um carro normal, não quis arriscar, especialmente depois do que já aconteceu. Mas mesmo que arriscasse, teria que ir muito devagar…e fazer 200 km duas vezes a uma velocidade de 30 ou 40 km por hora, ia tornar-se numa viagem MUITO longa. Nenhuma praia vale esse sacrifício :). Conclusão: fiquei mesmo por Broome a ver o que havia aqui nas redondezas.

No final do dia fui até uma praia aqui ao lado, chamada Cable Beach, para ver o por do sol e também para perceber um pouco como o povo local vive os finais de tarde junto ao mar. É preciso pôr as coisas em contexto. Broome é uma cidade pequena e muito isolada. A cidade com relativo tamanho mais próxima fica a 200 e tal quilómetros. E mesmo ao terminar o dia, assisti a um desfile de dromedários a passear alguns turistas. Os camelos foram introduzidos em tempos na Austrália para ajudar nos trabalhos agrícolas. Com o aparecimento das máquinas, foram largados à sua sorte…só que eles adaptaram-se bem, multiplicaram-se, e hoje são muitos milhares.

E amanhã vai ser o pior dia da viagem…um verdadeiro martírio. 1300 km de carro. Começa o regresso a Perth, para ser feito em dois dias apenas. Já cheguei à conclusão que exagerei na programação desta viagem. Mesmo para quem está habituado a andar o dia todo de carro, esta viagem devia ter mais 2 ou 3 dias para o mesmo percurso. Vai ser terrível, especialmente com outro dia quase tão mau depois de amanhã. Enfim, haja saúde :)

Até amanhã, de novo na bonita Coral Bay.

 


 

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Pois bem…ontem não houve internet. Sou um confesso dependente de net mas quando é por uma boa causa, consigo estar uma noite sem. Fiquei alojado num daqueles acampamentos sofisticados, bem ao estilo utilizado em muitos safaris em África. A localização era no meio do Parque Nacional Karijini, longe de qualquer vestígio de civilização.

Foi um dia com muitas horas ao volante, para não variar, mas com algumas coisas curiosas a acontecer. Para contextualizar a primeira dessas coisas, a Austrália tem um serviço médico por via aérea, que socorre emergências em regiões remotas do país. Uma espécie de ambulâncias aéreas. Pois bem…ia eu na estrada, a observar o que me rodeava como de costume, e vejo uma placa enorme ao lado da estrada a indicar uma pista usada por esses aviões que prestam os tais serviços de emergência. Lá comecei eu a olhar para os lados, a ver se via a tal pista. Passado umas centenas de metros, eis que a estrada alarga um pouco, vejo umas marcas no asfalto e…a pista era a estrada! Em muitos milhares de km que já fiz nas estradas Australianas, foi a primeira vez que vi algo do gênero.

Mais tarde, em busca do local de uma das fotos que queria mesmo tirar, consigo ver o dito à distância mas não consigo desobrir o acesso! Aquilo ficava localizado num desfiladeiro, com acesso muito difícil. Ao fim de um bom bocado às voltas, lá consegui ver por onde se ia. Como o acesso era complicado, pousei uma das máquinas que levava na mão, e ali ficou até que voltasse (não havia ninguém num raio de quilómetros). Lá fui eu, tirei as minhas fotos, volto para cima….e onde raio é que pousei a máquina????? Estava mesmo a ver que me vinha embora sem ela. Finalmente lá dei com ela, uns metros mais ao lado. Tinha subido por um local ligeiramente diferente do que usei para descer e por isso não tinha passado pela máquina. Enfim. :)

Eles aqui aconselham a não andar de carro à noite e com boa razão. Nestes dias de viagem já se cruzaram à minha frente na estrada os seguintes animais: coelhos, cangurus, ovelhas, vacas, uma avestruz, lagartos e uma espécie de rato gigante que eu não sei o que é :D. Ahhh…e para além de pássaros suicidas.

E agora o dia de hoje.

Não há muito o que dizer, para ser sincero. O objectivo de vir até Broome é visitar Cape Leveque, que supostamente tem algumas praias espectaculares. Pelas fotos que vi, parece ser verdade. Quando cheguei aqui a Broome, estava um vendaval impressionante. Fui a uma praia e voltei para trás porque a areia simplesmente não permitia manter os olhos abertos. Espero que amanhã as coisas estejam mais calmas. As previsões meteorológicas são optimistas. Como hoje é domingo, também não era um dia muito bom para visitar os locais mais conhecidos. Gente a mais. Assim começo amanhã bem cedinho, antes do resto do pessoal acordar :)

A foto é da manhã de hoje, quando deixava o Parque Nacional Karijini ao nascer do sol.

 


 

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Eu sou uma pessoa que gosta de andar de carro. Não tenho problemas em fazer centenas de quilómetros num dia. Posto isto, a viagem de hoje foi aborrecida. Não é que não tenha passado por alguns locais interessantes…só que a estrada foi verdadeiramente chata. Rectas com dezenas de km, sempre com a mesma paisagem. Se eles ao menos tivessem construído a estrada junto ao mar, era bem melhor…mas aqui eles têm a mania de respeitar a natureza e tudo o que tem uma praia, uma cascata ou uma montanha, é Parque Nacional :). Foi mais um dia de transição do que propriamente um dia produtivo em relação a fotos. Quando se faz um percurso destes, há sempre dias assim. É impossível haver sempre locais de interesse ao longo de um roteiro de 6 ou 7 mil quilómetros.

Como seria de esperar, as temperaturas têm vindo a subir todos os dias e hoje já esteve verdadeiramente quente. Então surge aquela dúvida existencial: Manter algo de manga comprida vestido e passar um calor degraçado, ou…andar de manga curta e ser comido pelas moscas?? É que acreditem ou não, até com 30 graus eu fico com essa dúvida. Sim, elas são chatas a esse ponto!

Coral Bay, onde estou hoje, é uma daquelas “cidades” com um vibe muito de praia, onde as pessoas andam de calções de banho e bikini na rua. Escrevi cidade entre aspas porque isto é minúsculo. A população deve ser nas centenas e não nos milhares.

Amanhã é o dia mais ocupado de todos. Tão ocupado, que acho que exagerei e não sei se vou ter tempo para cumprir o programa, mesmo saltando da cama ao nascer do sol, que aqui é por volta das 5:30. A ver vamos.

E agora, vou ver o por do sol :)

 


 

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O dia foi dedicado ao Parque Nacional Kalbarri. Este parte é composto por duas partes bastante distintas. Tem a parte costeira, formada tanto por falésias como por praias, e tem a parte mais para o interior, com uma paisagem rochosa e com vegetação rasteira, com alguns desfiladeiros interessantes. A foto que publico hoje é precisamente num desses desfiladeiros, com o rio a passar lá em baixo. O local chama-se Nature’s Window e dá para perceber porquê :).

O dia amanheceu cinzento, choveu mesmo durante a noite…mas em pouco tempo as nuvens desapareceram e o céu ficou completamente azul. Aconteceu-me uma coisa engraçada quando andava a fotografar junto ao mar pela manhã. Estava um vento fortíssimo e quem me conhece sabe que ando sempre com um boné na cabeça. Pois bem…a certo ponto vem uma rajada mais forte e lá vai boné. Pensei cá para mim “pronto, menos um. Já so fico com 74” :). Pensei mesmo que tinha ido parar ao mar. Continuei a fotografar no local e passados uns bons 10 minutos, quando me deslocava para outro ponto, não é que o boné me aparece mesmo à minha frente???? Até fiquei parvo a olhar para aquilo!

Agora um comentário mais sobre o aspecto fotográfico da viagem. Juro que não volto a viajar com máquinas Fuji! É irritante a forma como o anel de abertura das lentes sai do sítio com imensa facilidade. E não bastasse isso, o raio da rodinha de compensação de exposição é a mesma coisa! Tenho uma série de fotos subexpostas por causa disso…ou em f/1.4 quando deviam estar em f/8 ou f/11. Desculpem lá senhores da Fuji…a ideia é boa e eu gosto…mas ou fazem os aneis mais difíceis de serem movidos acidentalmente, ou não dá…pelo menos para quem passa o dia a por e tirar as máquinas de sacos ou mochilas…ou mesmo bolsos. Já quando tive a X-T1 há uns tempos, a mesma questão chateou-me. Esta vez é a útima.

Amanhã tenho cerca de 1000 km pela frente. Os próximos 3 dias vão ser assim. É a única forma de ver isto sem ter que cá estar um mês.

Siga!

 


 

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Quando se percorre uma estrada que, de um lado tem o Oceano Índico, e do outro tem paisagens como a da foto em cima, o dia nunca pode ser monótono :)

Estes primeiros dias têm ligações mais curtas entre os locais de partida e de chegada, não sendo assim muito exigentes fisicamente. Refiro-me a passar horas intermináveis ao volante. hoje foram pouco mais de 400 km mas à medida que vou andando para norte, o país torna-se cada vez mais desertificado, tanto na paisagem como na população. Aí os meus dias serão bem mais longos.

Hoje tinha apenas um local programado para visita, o Parque Nacional Nambung e os famosos Pinaccles. Já partilhei no Facebook uma foto dos ditos mas mais tarde irei publicar aqui também. É um daqueles locais surreais que por vezes aparecem nas minhas viagens. Uma coisa curiosa aqui na Austrália é que qualquer lugar natural que tenha algum interesse, é Parque Nacional. O ponto positivo é que esses pontos são protegidos e conservados para que toda a gente os possa visitar. O lado negativo é que todos esses parques são pagos e ao fim de uma viagem, gasta-se bastante dinheiro em entradas.

A cidade de Geraldon, onde passo a noite, não tem nada de muito interessante. É uma cidade junto ao mar mas as praias não são nada de extraordinário. Quando cheguei, a luz estava no pior lugar possível, por isso vou ver se tiro umas fotos amanhã de manhã antes de sair daqui. Já ouvi hoje falar de Portugal na rádio, a propósito do Rip Curl Pro Portugal. As coisas não correram muito bem para as cores Australianas na primeira ronda e eles comentavam isso.

Amanhã visito mais um parque nacional. A deslocação será curta, cerca de 150km…mas há vários locais para ver.

 


 

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E porque o tempo passado aqui é muito valioso, desisti da minha ideia de ficar em Perth hoje, e parti para fazer mais de 600 km. No plano que tracei para esta viagem inicialmente, esta região não constava. Supostamente eu deveria ter passado o dia de hoje bem longe daqui. E por esta razão, não tinha um percurso preparado. Hoje foi mais na base do improviso. Saí de Perth até à região de Margaret River, local conhecido por receber uma das provas do campeonato do mundo de surf. É também uma das regiões vinículas da Austrália.

A foto que podem ver em cima é uma espécie de Cabo da Roca Australiano :). Assim como o Cabo da Roca é o ponto mais ocidental de Portugal (continental), o Cape Leeuwin é o ponto mais ocidental da Austália. Comecei aí e fui subindo em direcção a Perth. Como aqui as distâncias são sempre grandes e é preciso andar dentro dos limites de velocidade, foi coisa que deu para o dia todo. Além das diversas praias, algumas delas muito bonitas, impressionou-me bastante a Floresta Boranup Karri. Árvores altíssimas, algumas com perto de 60 metros, proporcionam uma paisagem diferente. É também muito curioso o eco que produzem. Qualquer carro que passe, mesmo a baixa velocidade, faz um barulho que mais parece um avião.

Regressei a Perth ainda antes das 20 horas e sinceramente não sei onde se escondem os dois milhões de habitantes da cidade. Claro que como em todas as grandes cidades, a maioria vive em subúrbios….mas é impressionante! Às 8 da noite não há trânsito nenhum. Eu estou num hotel que é mesmo no coração de Perth e para chegar aqui não encontrei qualquer fila, qualquer paragem, não havia carros nos semáforos…estranhíssimo. Já ontem tinha acontecido o mesmo, ao ponto de eu ter pensado que fosse feriado ou assim.

Agora duas curiosidades das noticias :). Como na Austrália é tudo em grande, vejam só isto. Anda um incêndio activo no norte do país desde o final do mês passado. Já arderam 1 milhão e seiscentos mil hectares!! Sim, leram bem. Ao pé disto nós não temos incêndios, temos apenas fogueiras hehehe. Outra curiosidade é que devido às principais companhias aéreas Australianas terem banido o Samsung Note 7, a Samsung está a fazer a troca dos telefones nos principais aeroportos do país.

Amanhã começo a viagem rumo a uma parte mais árida do estado. Vou estar mais a norte de dia para dia, o que no hemisfério sul quer dizer cada vez mais perto do equador, o que quer dizer cada vez mais sol e calor. Bye bye.

 


 

 

Quando hoje o dia começou, às 5:30 da manhã, longe estava eu de pensar que por esta hora estaria em Perth, com outro carro e depois de um voo não programado.

Quando, no início do ano, tive problemas com o carro no Chile (avaria, não por culpa minha), e já depois de outros problemas na viagem anterior a essa, eu disse que parecia haver algum poder superior a dizer-me para parar de viajar por uns tempos. No entanto, desta vez posso culpar-me a mim exclusivamente, deixando para lá questões de karma ou sobrenaturais :). Vou tentar explicar o que se passou, ainda naquela fase em que me dá náuseas só de pensar no assunto.

O plano era partir de Albany, onde fiquei a primeira noite, rumo a Esperance, mais uma cidade na costa a sudeste de Perth. Pelo caminho iria visitar dois parques nacionais e iria fazer alguns desvios para visitar algumas praias remotas mas muito interessantes. Pois bem…foi aqui que tudo correu mal. Perto de uma pequena cidade chamada Bremer Bay, queria visitar uma praia com uma área de dunas bastante grande, um local que por certo iria render boas fotos. Ao virar à direita para a “estrada” que dá acesso a essa praia, de nome Reef Beach, comecei logo a perceber que não ia ser fácil, mesmo com o Nissan X-Trail 4×4. Novo por sinal. 2 meses segundo me disseram. Fui encontrando algumas poças de água ao longo do caminho, mas com maior ou menos dificuldade, lá as fui contornando. A certa altura, preparava-me para passar por mais uma e o carro é simplesmente engolido por meio metro de água. Ao contrário das outras, que eram pouco profundas, aquela foi fatal para o carro.

Pronto. Estava lixado. Foi apenas isso que pensei na altura. Naquele momento só queria ser teletransportado para casa. Estava frio, naquele momento estava a cair uma chuva miúda. Portanto….tinha água quase pelos joelhos no carro e tinha chuva na rua. Bela escolha. Isto tudo a 140 km da cidade de onde viria mais tarde a ajuda. Escusado será dizer que estive naquelas condições cerca de 3 horas, todo molhado, visto que ao sair do carro para ver a m#### que tinha feito, encharquei-me por completo. Depois, para ajudar à festa, o sinal de telefone era fraco e tive que ligar umas 4 vezes para a Avis porque cada vez que estava a explicar onde estava e o que tinha ocorrido, a chamada caía. Lá tinha eu que começar de novo com outra pessoa.

Eu sou uma pessoa muito calma…mas pela primeira vez desde que comecei estas minhas viagens, passou-me pela cabeça simplesmente desistir e voltar para casa. Não estivesse eu tão longe e tinha-o feito. Claro que neste momento já me passou um pouco os nervos mas quando aquilo aconteceu, foi simplesmente horrível. É que quando me avariou o carro no Chile, a culpa não tinha sido minha. Aqui eu sabia que era minha a responsabilidade e que ia ter que levar com o (enorme) custo do conserto do carro. Antes que me perguntem por seguro, danos por água são considerados uma quebra do contrato de aluguer, logo o seguro não cobre.

Claro que quando lá chegou a assistência, ele demorou 2 minutos a tirar o carro da água, com o seu Toyota Land Cruiser que passa por todo o lado. E o carro fez 140 km depois do sucedido. Mas via-se claramente que havia ali problemas eléctricos. Algumas luzes do painel acesas, conta rotações a não funcionar…enfim.

Agora o carro é outro, bem mais barato, vou tentar não o destruir também. É que não vou a nenhum local em que a estrada seja minimamente duvidosa!

E claro…mais um dia sem fotos. Nesse ponto até acabou por não se perder muita coisa porque apesar de eu saber que os locais que ia visitar eram muito bonitos, o estado do tempo não estava muito famoso.

Enfim. Siga! Amanhã há mais. Espero ter finalmente imagens para partilhar.

 


 

 

Austrália, minha linda…porque ficas tão distante?? :)

É realmente um martírio cá chegar. É preciso mesmo gostar muito para cá vir, e ainda mais para vir várias vezes. Mas sim, vale a pena. É um dos meus países preferidos por um número grande de razões.

Hoje a publicação é necessariamente curta, tendo em conta que as horas que estive no país foram passadas ao volante, a fazer a viagem entre Perth e Albany. Resolvi sair de imediato da principal cidade do estado e deixar a visita para o último dia. A título de curiosidade, Perth é a cidade considerada grande (cerca de 2 milhões de habitantes) mais isolada do mundo. A cidade mais próxima com mais de cem mil pessoas fica a mais de 2 mil quilómetros de distância.

Também não há fotos porque não tirei nenhuma. Estes primeiros dois dias vão ser complicados porque é uma região com um clima muito irregular. Hoje está muito nublado, amanhã veremos o que me reserva. Depois vou começar a andar para norte e aí é um clima típico de verão, com muito sol e temperaturas de 30 graus.

Albany é uma pequena cidade na costa sudoeste, a 400 km de Perth. Não vim aqui por ter algum interesse nas suas redondezas, mas simplesmente porque Esperance e arredores, onde quero realmente ir, era longe demais para eu conseguir chegar lá em apenas uma tarde. Assim sendo, escolhi Albany apenas para dormir e amanhã vou então para Esperance.

E isto pode parecer piada, pelo menos para quem costuma ler estes relatos que faço das minhas viagens….mas demorei exctamente duas horas para interagir com a polícia local! Não…desta vez não fiz nenhuma asneira. Era um controlo de álcool feito na estrada a todos os carros que passavam. Nesse aspecto posso estar sempre tranquilo :).

Então até amanhã.

 

 

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