Maurícias

 

 

Analisar se uma viagem foi um sucesso ou não ao nível da fotografia, tem muito a ver com as expectativas que temos inicialmente. Confesso que, da mesma forma que o país me surpreendeu como destino, o resultado do trabalho também me agradou bastante. Locais predominantemente de praia costumam ser um pouco frustrantes para mim. Se por um lado costumam existir belas paisagens para fotografar, por outro lado o resultado costuma tornar-se bastante repetitivo.

Mas chega de conversa. Aqui está o resultado de 8 dias nas Maurícias. Espero que gostem :)

 

 


 

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E acabou. Neste momento estou no lounge do aeroporto de Plaisance à espera da hora do voo para Istanbul. Fiquei surpreendido pela positiva com este país. Não era um daqueles destinos que eu tinha na minha lista de lugares a visitar. Foi uma decisão mais baseada em ser uma viagem mais curta (para o meu padrão) e não extremamente cara. É um país com boas estradas, onde é fácil circular (ainda que se circule à esquerda), é seguro (até onde eu pude perceber) e é bonito, tanto no litoral como no seu interior muito verde.

A ilha principal é onde todo o turismo fica, ou quase todo. É aqui que estão os grandes resorts, alguns deles com presença um pouco por todo o mundo. Mas foi Rodrigues que mais me cativou, por ainda ser um local genuíno, com pouquíssimo turismo (e o que há é turismo doméstico) e pela beleza das suas praias.

E finalmente tive uma viagem sem grandes imprevistos, pelo menos até ao momento. Já tinha saudades :).

Segue-se o trabalho de selecção e edição das fotos, como sempre. Se o tempo continuar mau por Viseu, faço isso rapidamente.

Então até à minha chegada!

 


 

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Que dia! Mas já lá vamos.

Logo de manhã, enquanto esperava pelo transporte até ao barco que me levou no passeio de hoje, estive mais um pouco à conversa aqui no hotel. É incrível como a história se repete sempre. Estes locais que são paradisíacos para todos os que os visitam, são os mesmos de onde quem cá mora quer sair. Falava de novo com a Doroty, da recepção, que é estagiária aqui no hotel e que amanhã vai ter exames. Perguntava-lhe se pensava ficar aqui na ilha a trabalhar e a resposta dela foi um enfático nãooooooooo. É sempre assim. Os locais que nós tanto gostamos são normalmente os mesmos que poucas oportunidades oferecem para quem cá vive.

Então hoje foi dedicado a visitar um local mágico chamado Ile Aux Cocos. Ainda não tinha mencionado essa visita porque só ontem à noite é que me confirmaram que podia ir. É uma ilha que não é mais do que um banco de areia com alguma vegetação, ao estilo Maldivas, e é também uma espécie de santuário para milhares de aves. Embora a ilha seja bonita, é o percurso até lá que é verdadeiramente espectacular. Além de irmos vendo a ilha a aproximar-se desde o barco, a chegada na maré baixa permite sair do barco a umas centenas de metros da margem e assim caminhar como que no meio do mar, sem água. O mar é tão raso que na ida para lá, em vários locais se sente o barco a raspar na areia no fundo.

Gostei mesmo muito da visita e como comentei no Facebook, apenas o dia de hoje já tinha valido a viagem :).

E como o que é bom acaba sempre depressa, amanhã já é dia de ir embora. Ainda tenho a manhã por aqui mas por volta da hora do almoço, começa a viagem de regresso. Há sempre um fim e ele normalmente chega muito rápido.

Até amanhã.

 


 

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Um belo lugar para estacionar o carro, não acham? Pois é…ilha nova, carro novo :).

Hoje foi dia de explorar Rodrigues. É uma ilha pequena. Acho que em apenas um dia consegui percorrer todas as estradas que existem! As costas este e oeste são muito distintas. A costa este é onde estão as belíssimas praias, enquanto a Costa oeste é maioritariamente rochosa, com uma praia aqui e ali. No entanto não deixa de ser bonita, com a água daquela cor.

É incrível como até nesta ilha minúscula eu fui mandado parar pela polícia. Se eu estivesse a tentar conseguir conhecer as polícias de todos os países por onde passo, estava a ter um sucesso magnífico :). E neste caso nem se trata de implicar com o turista. Mandaram-me parar quando eu ainda vinha a uma boa distância para eles conseguirem ver quem ia ao volante. Enfim…ele lá fez que viu os meus documentos e mandou-me seguir.

Há uns anos atrás existia apenas um local para abastecer o carro em toda a ilha. E embora ela seja pequena, é muito acidentada, as estradas são extremamente sinuosas e uma distância curta demora bastante tempo para fazer. Imagino como era ir de um lado ao outro da ilha só para abastecer o carro. Hoje em dia já existem 3 ou 4. É só para verem como é um mundo à parte em relação à ilha principal.

E amanhã é mais um dia aqui. Vou ver se tenho coragem de acordar para o nascer do sol. Odeio países onde o nascer do sol acontece às 5 e pouco da manhã :).

 


 

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Um voo de uma hora pode mudar muita coisa. Pois é…estou em Rodrigues, uma pequena ilha que também faz parte das Maurícias. O nome é mesmo Rodrigues, em Português. Os portugueses foram os primeiros europeus a pisar nestas ilhas, por isso é normal. E Rodrigues é o que, imagino eu, era a ilha principal há duas décadas atrás. Este é o tipo de destino que eu gosto. É um lugar genuíno, ainda livre dos vícios do turismo em massa. Claro que isso também tem os seus problemas, como por exemplo eu ter reservado um carro em dois sites diferentes, já para prevenir, e nenhum deles estava no aeroporto à minha espera. Nada que não se resolvesse facilmente. Ou o tempo que estive à espera que o meu quarto estivesse pronto, visto que não estava quando cheguei ao hotel. Mas lá está…aqui funciona-se com a hora da ilha :).

Ainda não vi muito, precisamente pelo atraso que houve com o carro alugado mas já o tenho aqui e amanhã já vou explorar. Para já vi o que existe perto do hotel. Praias muito bonitas e totalmente desertas, vacas e cabras a andar pelas praias, algumas cenas diferentes, sem dúvida.

Uma barreira de coral que existe a algumas centenas de metros da costa faz com que a rebentação das ondas seja bem longe e torna este mar uma verdadeira lagoa, sem qualquer onda ou agitação.

Ontem referi que Rodrigues é a pouco mais de 100 km da ilha principal. Enganei-me. Não sei porque tinha esse número na cabeça. A distância real é 560 km…bem mais longe, portanto. Só para corrigir :).

Até amanhã.

 


 

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E para não fugir à regra, hoje foi dia de praias, mar, baías e tudo o que tem a ver com uma ilha tropical :). Foi o meu último dia aqui nesta ilha e foi o tempo suficiente para ver quase tudo. Só não dediquei muito tempo à costa este porque li que não é muito interessante.

Este é mais um daqueles países em que as religiões convivem de forma pacífica, como devia ser em todo o mundo. Existem igrejas católicas, existem mesquitas, existem templos Hindus….tudo perto, tudo na maior paz. A religião devia ser isso e não um pretexto para as atrocidades que vemos. Enfim.

Amanhã já vou dar notícias desde uma nova localização…e o meu dia vai começar muito cedo porque o voo é de manhã e ainda tenho que fazer a viagem para o outro lado da ilha. Vai ser um voo curto, para outra ilha a pouco mais de 100 km de distância.

Até ;)

 


 

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Hoje escolhi esta imagem para vos mostrar como é o interior da ilha. Grande parte é dominada por imensas plantações de cana de açúcar, como se vê nesta foto. Existem também plantações de chá, por exemplo. E foi mesmo pelo interior que andei hoje. Claro que sendo isto uma ilha pequena, mais tarde ou mais cedo lá estamos nós à beira mar outra vez. Mas o interior também oferece locais muito bonitos, como por exemplo as duas quedas de água que fotografei. É muito verde, com muitas árvores. Uma das coisas que me surpreendeu é que eles têm os espaços verdes muito bem cuidados.

Como sempre, só visitei a capital, Port Louis, de passagem. E foi uma passagem bem demorada. Não é uma cidade muito grande mas tem trânsito de capital. É uma das capitais do continente africano com maior rendimento per capita. Isso também explica o que disse ontem, de não se ver pobreza extrema. Dentro do contexto africano, as Maurícias são um país rico.

E em pouco tempo, tenho a ilha praticamente vista :). Amanhã vou percorrer a costa leste, que é menos interessante. É mais agreste, com menos praias. Amanhã cá estarei para dar notícias.

 


 

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Quantas crianças cabem num metro quadrado de mar? :)

Hoje o dia foi passado a percorrer a costa Oeste da ilha, praia após praia, umas mais bonitas do que outras mas todas com a sua beleza. Como eu costumo dizer, neste tipo de destino a paisagem torna-se repetitiva. Bonita mas sempre muito igual, pelo menos quando falamos da costa e das praias. Mas a verdade é que um destino como as Maurícias é isso que tem de mais importante para oferecer. O interior da ilha também tem algum interesse mas isso fica para amanhã.

Este país faz parte do continente africano mas tem pouco de África, pelo menos no que diz respeito às coisas menos boas. Não existe a pobreza extrema que se vê um pouco por todo o continente, as estradas são boas ou pelo menos muito razoáveis, não há lixo nas ruas, parece tudo bastante organizado. E neste caso não se trata apenas de maquilhagem para turista ver porque como a ilha é pequena, já corri uma boa parte dela. Fiquei muito bem impressionado.

Também estou surpreendido com a precisão dos mapas da aplicação Sygic aqui para a ilha. Tudo presente e correcto, incluindo limites de velocidade e até as câmeras de controlo de velocidade. Há muitos anos que uso essa aplicação de navegação e tem-me deixado muito bem servido em quase todas as situações. Como isto é um país assim um pouco mais fora do comum, pensei que não ia ser tão eficaz.

Amanhã, e dependendo do tempo, devo ir para o interior da ilha. E quando me refiro ao tempo, tem a ver com algumas nuvens que muitas vezes estão sobre o interior montanhoso. Só quando acordar e olhar lá para fora é que vou decidir para onde vou.

E está tudo dito por hoje…e afinal o Benfica não foi massacrado como eu temia :). Até amanhã.

 


 

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A foto de hoje, e todas as que colocar durante a viagem, são editadas apenas com o iPad. E no caso da imagem de hoje, não foi preciso ir muito longe. Tirei-a aqui mesmo em frente ao hotel, no final do dia. Já cheguei aqui a meio da tarde, não deu para sair…mas mesmo que desse, estava cansado e por isso este primeiro dia foi para descansar.

É um país estranho. Se por um lado o inglês é língua oficial, por outro lado todas as pessoas usam o francês como primeira língua…mas nas estradas a sinalização é em inglês. É uma mistura interessante. Mal cheguei, tive que atravessar a ilha de um lado ao outro, visto que o aeroporto é numa ponta e o meu hotel na outra. 60 km para começar. E a andar no lado esquerdo da estrada. Este é mais um desses países que gostam de ser diferentes. Nada que eu já não tenha feito noutros países mas no início é sempre confuso. E por incrível que pareça, nem é o facto de andar no outro lado da estrada que mais atrapalha…é que dentro do carro também é tudo ao contrário :). Há câmeras de controlo de velocidade em todos os cantos. Está visto que aqui é preciso andar dentro dos limites. Não é grave porque a ilha é pequena.

Quando cheguei, achei curioso a Emirates voar para aqui com o gigantesco Airbus A380. Deve haver muita gente daqui a trabalhar no Dubai.

E por falar em Emirates, eu vinha com a camisola do SLB vestida e a primeira coisa que o polícia da alfândega me perguntou foi….”acha que o Benfica tem hipóteses?”. Por muito que eu quisesse responder que sim, não quis ser mentiroso :) Lá lhe disse eu que é uma luta desigual e que as hipóteses são quase nulas mas que às vezes acontecem milagres.

Amanhã será o primeiro dia a explorar a ilha. Cá estarei para novo relato.

 


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A foto do primeiro dia das minhas viagens é sempre de um avião, simplesmente porque não tenho mais nada para mostrar :).

Estou neste momento em Istanbul, Turquia, a meio da minha viagem para a Maurícia ou Maurício, conforme queiram chamar. Faltam ainda perto de 10 horas de viagem e por isso, só amanhã é que tirei imagens do meu destino final.

E não havendo mais nada para dizer, até amanhã :).

 


 

 

A ilha Maurícia, ou ilhas Maurícias visto que são mais do que uma, ou ainda Maurício (em Português do Brasil), são um dos destinos que, em conjunto com as Maldivas e as Seychelles, formam o trio de arquipélagos paradisíacos do Oceano Índico. Tendo visitado já os outros dois, faltava-me este…e como procurava uma viagem mais tranquila do que as últimas, foi a minha opção desta vez. Não é propriamente perto mas não envolve tantos voos nem tantos km de carro….o que diminui as chances de problemas :).

A viagem começa amanhã, para acompanhar aqui como de costume.

 

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