Santorini e Islândia

 

 

E aqui estão as fotos da Islândia. Foram oito dias, cerca de cinco mil quilómetros percorridos. Alguns dias bons mas outros com condições climáticas muito difíceis, como é fácil de ver nas fotos que vos apresento nesta galeria. De qualquer forma, e como fui dizendo ao longo dos dias em que lá estive, é um país especial. Não importa se está sol ou a chover, é sempre uma experiência inesquecível. Claro que para a fotografia, bom tempo ajuda…mas ainda assim, consegui algumas imagens das quais gosto bastante. Agora resta esperar pela próxima aventura :).

 

 


 

 

Chegou então a hora de deixar aqui aquelas que são as minhas fotos preferidas da viagem. Primeiro as de Santorini, porque foi o meu primeiro destino, mas também porque enquanto estive lá fui tendo tempo para adiantar o trabalho em termos de edição. Neste momento estou a trabalhar nas fotos da Islândia, que irão aparecer daqui a uns dias. Espero que gostem porque para mim foi um prazer tirá-las. Um pouco repetitivas, eu sei…mas qualquer pessoa que conheça a ilha sabe que Santorini é isto.

 

 


 

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E pronto. Game over. Acabou mais uma visita a este país fantástico. Tenho a certeza que não será a última. Passei este último dia nos arredores de Keflavik, já que também não tinha tempo para ir para muito longe com o voo a meio da tarde.

Que balanço fica da viagem? Bem…em relação ao estado do tempo, acabo por não me poder queixar de todo. Apenas num dos dias choveu quase o dia todo. Nos outros 3 em que a chuva apareceu, foi a espaços, deixando longas abertas para poder tirar as minhas fotos. Os primeiros quatro dias foram excelentes. Claro que num país com um clima imprevisível como é a Islândia, quanto mais fugirmos do pico de verão, mais complicado será ter dias bons. A verdade é que conheço quem cá esteve em pleno julho e apanhou chuva quase todos os dias. Enfim…claro que para maximizar as hipóteses de bom tempo, o ideal é vir entre a segunda metade de junho e a primeira metade de agosto.

Já relativamente ao país, continua deslumbrante…e irá continuar. Como eu já tenho comentado, para quem puder fazer apenas uma grande viagem na vida, este é o país a visitar. Existe beleza para onde quer que se olhe e é daqueles locais qu até com chuva é bonito. Duvido que haja alguém que saia daqui sem a opinião que este é dos países mais bonitos do mundo. Como eu disse ao polícia que me multou, foi distracção. Ninguém no seu perfeito estado quer circular muito depressa por estas estradas. É preciso apreciar a paisagem :).

Tenho a certeza que ainda cá hei-de voltar. Gostava de vir em pleno inverno, quando o país é completamente diferente. Mas aí existem todas as dificuldades de circulação, por isso não sei até que ponto é possível.

Turistas a mais? Ainda não. É verdade que já são muitos mais do que eram há oito anos mas por enquanto basta sair um pouco daqueles locais mais óbvios e as pessoas continuam a ser poucas. Tenho a certeza que os islandeses agradecem o aumento dos visitantes. Apesar da crise pela qual eles passaram há uns anos, os preços continuam absurdos e acho que esse factor vai sempre controlar um pouco o turismo. Sim, ficou muito mai barato chegar cá…o problema é o resto.

Agora vou mas é voltar ao calor português que ainda assim não há clima como o nosso ;).

 


 

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Hoje acabei o dia mais cedo. Isto de andar a acordar todos os dias antes das 6 da manhã tem os seus efeitos secundários ao fim de um certo número de dias. Estou morto :).

Vi hoje os primeiros portugueses aqui. Continua a não haver uma única viagem em que não veja portugueses mais cedo ou mais tarde. Curiosamente, vão embora no mesmo dia que eu. Hoje o tempo esteve com dupla personalidade. Tão depressa estava sol como chovia como ainda não tinha chovido toda a viagem. Resolvi dar uma volta pelo centro de Reykjavik, uma vez que em 2007 nem sequer tinha entrado na cidade e parecia mal vir cá duas vezes e nem saber como a capital é. Definitivamente, é o país mais bonito do mundo, fora da capital :). A cidade é um bocado sombria, o principal monumento e símbolo da mesma, a igreja Hallgrímskirkja (sim, fiz copy / paste porque isso é impossível de lembrar) não passa de um edifício de betão. Ahhh…e esta mania que nós temos de que os nórdicos fazem tudo certinho, fartei-me de ver carros estacionados em cima dos passeios, isto numa cidade que nem é grande e onde nem é difícil encontrar lugar. Estacionei muito facilmente ao pé da tal igreja.

Passei também algum tempo a visitar o Parque Nacional Þingvellir (essa letra no início pronuncia-se como um th em inglês). Considerando que é património da Unesco e que estamos na Islândia, estava à espera de melhor. Há locais muito mais bonitos. Lá terá o seu valor em termos de flora e fauna, digo eu.

Na foto, os típicos e famosos cavalos islandeses. Podem ser vistos um pouco por toda a parte mas eu queria enquadra-los numa paisagem interessante. Acho que consegui :).

Amanhã, último dia. Está reservado para visitar alguns locais que são mais próximos de Keflavik, local onde se situa o aeroporto. Um desses locais é a mundialmente famosa Lagoa Azul, onde as suas águas termais permitem tomar banho mesmo quando as temperaturas são negativas e está tudo cheio de neve em volta.

E pronto, tudo dito por hoje. Fui multado mas isso não é para dizer hehehehe.

 


 

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Ora bem…a foto de hoje valeu um valente banho para mim e para a máquina. E se eu estou aqui com uma tosse chata que provavelmente está relacionada, a máquina sobreviveu sem qualquer problema, apesar do meu enorme nervosismo. Como eu comentava há pouco, se sobreviveu a isto hoje, só não sobrevive a um mergulho :).

E que andei eu hoje a fazer? Basicamente o mesmo dos outros dias. Muitos quilómetros de carro. Voltei a dois locais onde tinha estado ontem, com esperança de os encontrar com melhores condições de luz. Um estava bem melhor, o outro estava apenas melhor porque não chovia, mas o céu estava uma porcaria na mesma. É a vida. Quem quer sempre o céu azul, vai para as caraíbas :).

Vai-se aproximando o fim da viagem mas também já tenho todos os pontos importantes visitados. Alguns sem as melhores condições, é verdade…mas não há nada a fazer. O clima da Islândia é ingrato até em pleno verão…por isso não é de admirar que seja mais em Setembro, que já não é verão por estas paragens.

Sabem como é que se percebe como há pouquíssima gente neste país fora de duas ou três cidades principais? Vêem-se mais carros alugados do que de locais. Literalmente.

Até amanhã ;).

 


 

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Hoje o dia esteve absolutamente miserável. Apesar de algumas pausas consideráveis na chuva, esteve sempre um nevoeiro chato que tornava a missão de fotografar basicamente impossível. Não deixei de passear, obviamente…mas fotos, quase zero.

Durante a tarde dei comigo a atravessar um túnel de 6 quilómetros por baixo do mar. Não sabia que existia e muito menos que ia por lá passar…mas o GPS disse que sim. A parte má é que foram os 6 km de Estrada mais caros que alguma vez fiz :). Sim…aquele bocado de estrada era pago e era ao nível de tudo o resto neste país.

A foto que publico hoje já é de alguns dias atrás. É a Dettifoss, a cascata da qual falei há dois dias atrás, se não me engano. O volume de água que passa ali por segundo é algo de impressionante. O barulho que faz e o spray de água que provoca só mesmo visto. Conforme referi, é a queda de água com mais volume da Europa. Há 8 anos também tinha lá estado, mas do outro lado. Há duas estradas que permitem a visita, uma em cada margem…mas uma vez lá, não é possível atravessar de um lado para o outro.

E pronto…não há muito o que contar hoje. Andei o dia todo a tentar fugir da chuva e ela sempre presente, fosse eu para onde fosse. A ver como será amanhã. As previsões não são muito animadoras. Até :).

 


 

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E ao quarto dia, o clima islandês resolveu aparecer. Na realidade foi só a partir das duas da tarde mas a partir desse momento, o dia ficou do pior. Nem tanto pela chuva, já que pouco choveu…mas instalou-se um nevoeiro de tal forma denso que não se via um palmo à frente do nariz. Aida é pior do que chuva porque não se consegue ver nada. Esperemos que não tenha vindo para ficar. Foi por esta razão que tenho andado a correr a visitar todos os locais que quero, com medo que o tempo mude e se mantenha mau. Já só me faltam dois, por isso acho que vou conseguir :)

Parte do dia 4 foi passado a atravessar o interior do país. Como se pode ver na foto, nem tudo é verde. O coração da Islândia é quase estéril, uma paisagem que parece lunar. Essa estrada em terra tem cerca de 150 km e cruza o país de norte a sul. Poucas pessoas se aventuram (vi5 ou 6 carros ao longo de todo o trajecto) porque a viagem é demorada, a estrada é complicada e tem partes com o piso bastante deteriorado e na realidade não há muito para ver…mas é um lado totalmente diferente desta ilha e eu confesso que adoro andar com o carro nessas estradas, qual piloto do WRC :). Deu para testar o controle de tracção da Volkswagem umas poucas de vezes.

Plano para amanhã? Vai depender de como o tempo estiver.

Já agora deixem-me reclamar dos preços de tudo neste país. Este pessoal deve ser mesmo feliz quando viaja para o resto da Europa. É que com os preços daqui, eles têm que ganhar uma fortuna…e quando vão a Portugal, por exemplo, tudo custa peaners, como diria um tal treinador português :). Qualquer porcaria de hotel que em Portugal custaria 30, 40 euros, aqui custa de 150 para cima. Uma Coca Cola de 33cl custa algo em redor de 3 euros…e por aí vai. É que uma pessoa vai ficando pobre aos poucos e nem dá conta :).

Ora então até amanhã.

 


 

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Actualização de dia 6, já no dia 7. Cheguei tarde ao hotel :). Hoje foi um dia de mais de 1000 km! Ando a um ritmo intenso não por não ter tempo, mas por causa do tempo :). Quero com isto dizer que a minha preocupação é com o clima. Ando a correr e a fazer o máximo que puder a cada dia para o caso das coisas mudarem para pior. Por enquanto continua bom. Hoje choveu um pouco no final da tarde mas só após as 17:30, quando eu já tinha a coisa arrumada. Felizmente tem sido assim. Ou chove de manhã muito cedo ou no final da tarde. O único aspecto negativo nisto é que nem nasceres do sol, nem pores do sol. Mas tudo bem, por mim pode continuar assim até ao final da viagem :).

Hoje fui de novo a uma região que não tinha visitado na primeira vez que cá estive. De notar que nessa ocasião, vim apenas por quatro dias…então não dava mesmo para visitar todo o território. E a parte que visitei hoje é talvez a mais bela de todas. É uma região de fiordes, um pouco como a região famosa da Noruega. Braços de mar que entram pela terra dentro, ladeados por montanhas altas, muito verdes e com quedas de água às dezenas, de todos os lados. Parece um cenário tirado de um filme, a que nenhuma foto consegue fazer justiça.

Estive hoje a falar com outra turista por uns minutos, que também já cá esteve no passado, e concorda comigo. Há agora muitos mais turistas. Na região onde andei hoje nem tanto, porque fica um pouco fora da rota principal e aqueles que têm menos tempo têm tendência a deixar aquela parte de lado, como eu fiz. Que grande erro!

Na foto, a Hafragilsfoss. Esta encontra-se a jusante da Dettifoss, a cascata de maior caudal de água da Europa…e absolutamente terrível de fotografar porque o spray de água causado pela queda da água é exactamente o mesmo que se estivesse a chover e chega a centenas de metros de distância…mas essa virá mais tarde.

Até ;).

 


 

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É o país mais bonito do mundo por metro quadrado. Tenho dito e duvido que haja argumentos que me possam desmentir. Claro que me refiro a beleza natural. Chega-se ao ridículo de ver um local lindíssimo e dizer “nahh…já tenho 20 melhores. Passa à frente”. Hoje foi uma overdose de quedas de água. Tenho em S, M, L, XL e XXL. No entanto ficam para depois porque assim como disse ontem, são fotos que necessitam de uma escolha com tempo, algo que farei apenas quando voltar a casa.

O São Pedro continua a surpreender-me. Hoje ainda me assustei porque quando acordei, chuvia com alguma intensidade mas por volta das 9 da manhã parou e não caiu mais uma pinga o dia todo. Maravilha. Foi dia de visitar a região do extremo leste da ilha, onde não tinha estado na outra vez que cá estive. Foi também aí que tirei a foto que publico hoje, a caminho de um dos locais mais belos onde já estive. É também a homenagem que costumo fazer ao “meu” carro da viagem. Pobre Tiguan, o que já sofreu e é apenas o dia 2 :).

Por hoje fico-me por aqui. Prometo algo mais completo para amanhã- Estou super cansado porque viajar da forma que eu o faço, cansa e muito…mas eu sei qu há quem não acredite :).

Até amanhã.

 


 

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A Islândia deve ser o único país em que, mesmo que não levasse para casa qualquer foto, teria sido na mesma um prazer fazer a viagem…bem, talvez a Nova Zelândia esteja na mesma situação. É sem dúvida alguma, em termos de beleza natural, o país mais bonito do mundo, pelo menos se medirmos isso por metro quadrado.

A manhã esteve um autêntico dia de verão. Sol e uma temperatura que chegou aos 18 graus. Isso aqui, e já em Setembro, deve ser equivalente a 35 em Portugal. A tarde piorou mas não choveu. Nºao posso pedir mais, especialmente tendo em conta que a previsão para hoje era mesmo muito má. Por isso é que não vale a pena ligar a previsões meteorológicas para este país. Foi um dia em que revisitei locais que já conhecia. Comecei na capital Reykjavik, que fica no lado oeste do país, e estou a dirigir-me para este.

Como eu previa, há hoje muitos mais turistas do que havia há 8 anos. E quando digo muitos mais, refiro-me a 10 vezes mais. Mais voos, incluindo de algumas companhias low cost, têm esse efeito negativo. O lado positivo é que mais pessoas têm a oportunidade de conhecer a Islândia.

A foto que publico hoje é da cidade de Vik e é essa simplesmente porque é uma imagem simples e na maioria das outras, tenho que escolher com calma porque há muitas idênticas.

E pronto. Dia 1 já está. Venha o segundo…e que continue sem chuva.

 


 

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Costuma-se dizer que não há nada mau que não possa piorar, não é verdade? Claro que ninguém morreu, não é o fim do mundo…mas que viagem que estou a ter! Pois bem…pela segunda vez em menos de um ano, sou tramado pela nossa TAP Portugal, que em tempos foi uma referência a nível mundial e que hoje apenas nos envergonha. E digo isto obviamente não apenas pelo que me sucedeu a mim mas pela sequência de problemas que têm sido públicos ao longo dos últimos 2 ou 3 anos. Acreditem se quiserem…mas o voo chegou a Londres às 11:10 da manhã e as bagagens foram entregues ao meio dia e dez. Uma hora para recebermos as nossas malas. Inacreditável. Claro que esta demora fez-me perder o segundo voo da minha vida, 11 anos depois. Também sei que não levo nada da TAP porque sei que o tempo que as companhias recomendam é o mínimo de duas horas entre voos…e eu só tinha uma hora e 20 minutos…mas tenho feito ligações mais curtas um pouco por todo o mundo e sem problemas…inclusivé em aeroportos maiores que Gatwick. O resultado foi perder o voo da WOW Air (companhia islandesa) e ter que comprar à pressa um voo na Easyjet, o único que vinha para Reykjavik ainda hoje…e o preço de low cost não teve nada, por ser comprado em cima da hora. Ahhh…e depois tinha o problema do carro. Para eles não me cancelarem a reserva, tive que estar a ligar de Londres para a Islândia e informa-los que ia chegar noutro voo mais tarde, para me manterem a reserva.

Enfim. Estou cá, estou no hotel, tenho o carro.

TAP nunca mais. Quando tive o problema da bagagem em Dezembro passado eu dei-lhes um desconto por ter sido resultado de uma greve não da TAP propriamente dita…mas acabou.

A chegada à Islândia foi excelente, no momento do por do sol e com aquelas cores que parece que só este país tem. Está muito nublado mas aqueles tons laranja iam aparecendo por entre as nuvens. É incrível como estive cá já há 8 anos, fiz tantas viagens depois, e ainda me lembrava perfeitamente dos cerca de 50km de estrada desde o aeroporto até aqui à capital.

Se o São Pedro colaborar, começa amanhã a aventura. Se não colaborar, começa na mesma! ;)

 


 

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Por muito que uma pessoa se prepare para uma viagem, e por muita experiência que tenha, podem sempre acontecer imprevistos, sejam eles da responsabilidade de terceiros ou da nossa responsabilidade. Quando se juntam as duas coisas, temos a tempestade perfeita. Aquilo que deveria ser apenas uma escala de algumas horas no Porto, tornou-se na tarde de mais stress em todas as viagens que fiz até hoje. A minha estupidez foi tão grande que nem era para partilhar a história…mas pode haver sempre alguém que se ria com isto tudo e serve também de aviso.

A minha viagem começou de manhã cedo em Santorini, Grécia. Como não havia maneira de ir directamente para a Islândia sem dormir em qualquer lugar, preferi vir até Portugal. Portanto a minha sequência de voos foi Santorini – Atenas – Frankfurt – Porto. Quando viajei para a Grécia, estava preocupado com a bagagem, visto que era dia de greve da Groundforce…mas acabou por não haver problemas. Desde há algum tempo eu coloco um dispositivo na minha mala que me informa em que aeroporto ela se encontra. Então quando cheguei ao aeroporto de Santorini para a partida, ele informou-me que estava no aeroporto de Santorini. Quando cheguei a Atenas, disse-me que estava no aeroporto de Atenas. Quando cheguei a Frankfurt, disse-me que estava em Frankfurt. Quando cheguei ao Porto, disse-me que estava em Frankfurt!!!!! OH OH!!!! Claro que esse é o momento em que rezamos para a máquina estar a fazer asneira por algum motivo. Mas não estava.

Tudo bem, disse eu. É que como Santorini e Islândia têm climas completamente diferentes, eu fiz duas malas e era só chegar aqui ao Porto, ir ao carro, deixar uma e levar a outra. A mala da Grécia não ia fazer falta. Certo. Até ao momento em que percebi que tinha cometido o erro mais parvo que um viajante pode cometer. Deixei a chave do carro na mala que ficou na Alemanha! E eu tinha mesmo que ir ao carro! Conclusão. Lá foi o Mauricio alugar um carro e foi a Viseu buscar uma segunda chave do carro. Um erro que me custou caro, para além do cansaço.

Quando fiz a participação da bagagem em falta, disseram-me que podia chegar no voo desta noite…mas não podia arriscar. E agora enquanto escrevo este texto, recebo a notificação do tal dispositivo que a minha mala já está no aeroporto do Porto. Chegou! Ainda fico a saber antes deles porque sou avisado assim que o avião chega. Mas agora também podiam ficar com ela!

Enfim…uma bela história para um dia de viagem em que não teria nada para dizer :)

 


 

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Bem…antes de mais, e no caso de alguém que leia isto esteja interessado em visitar Santorini, 3 dias são o tempo ideal. Claro que isto não inclui o tempo que cada um decidir passar estendido à beira da piscina ou à beira do mar. A ilha é pequena e não tem assim tanto o que ver.

Foi o meu último dia completo por cá. O tempo esteve sempre perfeito, como já era de esperar por estes lados. E para tempo mau vai-me bastar os próximos dias :). Gostei e é de facto uma paisagem única…mas não sei se merece todos os elogios que vi quando fiz a minha pesquisa para esta viagem. Acho que também depende dos gostos de cada pessoa.

A foto que publiquei é do final do dia de ontem em Oia. Ainda não vi o que fotografei hoje. Espero poder amanhã colocar aqui uma galeria de imagens.

Amanhã é um dia de transição entre a Grécia e a Islândia. Como tinha que passar uma noite em algum lugar (não dava para voar daqui para a Islândia no mesmo dia), ainda vou umas horas a Portugal :).

 


 

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Dia 2, dia dedicado totalmente a Oia, onde fui duas vezes, tal como tinha dito ontem. Devido à forma como a vila está posicionada, numa espécie de eixo de este para oeste, o ideal é fotografar para um dos lados de manhã e para o outro lado de tarde. Por isso foi óptimo poder ir lá de manhã bem cedinho e poder voltar no final da tarde. Tal como em Fira, de manhã foi super tranquilo, com as ruas quase só para mim e no final da tarde aquilo parecia um circo. Nunca vi tanta gente num espaço tão pequeno para ver e fotografar o pôr do sol. Claro que eu tinha feito a minha pesquisa de manhã e evitei o local mais procurado. Já sabia que ia ser assim. É que a juntar às pessoas alojadas lá, chegam as excursões do pessoal dos cruzeiros.

É um local verdadeiramente cosmopolita. Acho que já ouvi falar todas as línguas existentes no planeta. Muitos italianos, visto que a Itália é logo ali…mas também imensos brasileiros, o que me surpreendeu. É verdade que eles são muitos por natureza mas já vi mesmo muitos aqui. Também já vi portugueses.

Amanhã o dia será dedicado ao resto da ilha, com a visita a mais uma ou duas localidades e também a algumas praias. Apesar de não ser uma ilha de praias, tem algumas. Aliás, o local onde estou, de nome Kamari, é uma das principais. No entanto, areia que é bom, não há. Nem sequer é areia negra…é mesmo pedras. O lado positivo é que o mar é absolutamente tranquilo.

Anda uma luz de aviso acesa no carro que aluguei. É bom que ele não resolva ficar parado em algum canto :) O que vale é que as Viagens aqui nunca têm mais de 10 ou 15 km.

E por hoje está tudo dito.

 


 

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Pois bem…está passado o meu primeiro dia em Santorini. Este foi efectivamente o primeiro dia, visto que ontem cheguei já de noite.

Há umas semanas li na internet um texto de opinião que afirmava que hoje em dia, a quantidade de imagens que vemos diariamente, algumas delas altamente editadas ou mesmo manipuladas, está a afectar de forma negativa a forma como apreciamos os locais que visitamos, devido às falsas expectativas. Quando li aquilo concordei e de facto aplica-se. Santorini é um bom exemplo. São milhões de imagens que podemos ver online e muitas delas muito belas…mas quase todas iguais ou pelo menos muito semelhantes. Tudo isto para dizer que Santorini é conhecida pela paisagem das casinhas brancas no topo das arribas da ilha e realmente é isso que tem para ver.

Passei o dia em Fira (ou Thira) e Firostefani, que são duas vilas distintas mas que estão coladas uma à outra. As ruas estreitas são pitorescas mas é tanta gente que torna-se dificil de desfrutar, a não ser que se faça como eu fiz, visitando de manhã bem cedo, antes da ilha acordar. Um pouco antes do por do sol, anda toda a gente na rua e torna-se um bocadinho caótico. Nem quero imaginar como será no pico do verão. E por falar em pico de verão, as temperaturas andam pelos 34, 35, 36 graus. Felizmente está quase sempre algum vento.

A foto que coloquei aqui em cima foi tirade de manhã. Gostava de mostrar mais mas com esta internet é impossível. Ainda tentei mas está constantemente a dar erro e só consegui fazer o upload dessa. É uma imagem típica de Santorini.

Amanhã vai ser o dia de Oia, o local mais bonito e fotogénico da ilha. Imagino o caos. Vou tentar ir lá de manhã como fiz hoje em Fira e depois no final da tarde, seja o que Deus quiser!

Até amanhã.

 


 

 

Não é muito habitual eu chegar ao meu destino no mesmo dia em que saio de casa. Definitivamente é uma das vantagens de viajar na Europa. 4 voos mais tarde (dois deles muito curtos), estou na bela ilha de Santorini. Bela porque todos a conhecemos de fotos. Já cheguei durante a noite e por isso ainda não vi nada. Amanhã será o meu primeiro dia. Estava com receio que a minha mala tivesse ficado no Porto devido a mais uma greve do pessoal da Groundforce. Felizmente parece que a maioria deles já percebeu que é melhor para o futuro deles trabalhar do que andar em sucessivas greves. A mala chegou no mesmo avião que eu :).

Agora é hora de dormir para acordar bem fresco amanhã e começar a explorar a ilha. Até :).

 


 

 

O que é que estas duas ilhas têm a ver uma com a outra? Absolutamente nada. São diferentes no tamanho, na localização, na paisagem, no clima…basicamente em tudo. Juro que para mim tem lógica visita-las na mesma viagem mas não vale a pena explicar porquê :). Os últimos oito anos têm sido de espera para regressar à Islândia, o país que continua a ser aquele que mais gostei de visitar até hoje. Com uma visita tão no final do verão (na realidade já nem é verão naquelas paragens), vai ser preciso bastante sorte no que diz respeito ao estado do tempo…mas também é verdade que o clima é complicado em qualquer época do ano e mesmo no meio de Julho pode estar a chover durante muitos dias seguidos…por isso, seja o que Deus quiser. A vantagem é que os turistas já foram quase todos para casa. Em relação a Santorini, é um dos poucos locais na Europa que quero visitar. É um clichê, é um daqueles destinos ultra turísticos, mas em relação ao qual eu tenho curiosidade e que quero fotografar. Por essa razão, a minha estadia lá vai ser muito breve.

Assim sendo, vemo-nos amanhã…pelo menos assim espero.

 

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