Maldivas e Jericoacoara (Brasil)

 

 

Dois paraísos, 10 mil km de distância entre eles. Um é novidade para mim, o outro é um regresso 11 anos depois. Um é talvez o expoente máximo do que normalmente consideramos um destino paradisíaco, o outro é um dos locais mais bonitos onde já tive o prazer de estar. Vou visitar ambos no espaço de 15 dias. Acho que depois disto vou andar longe de praias nos próximos tempos :). Começa amanhã de manhã. Até breve!

 


 

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Cá estou eu :). Como de costume no primeiro dia num destino, não há muito para dizer. Já era quase noite quando cheguei ao hotel, que é também a ilha. Como já não deu tempo para explorar, a foto que vos deixo hoje foi tirada a bordo do hidro avião que me trouxe até aqui. Desculpem não ter a melhor qualidade mas quando se junta uma janela de um avião à sujidade nela acumulada, o resultado nunca é o melhor. Uma boa surpresa foi o upgrade que o hotel fez do meu quarto, de forma gratuita. Fica sempre bem ;). A viagem correu muito bem. Foi a primeira vez que voei com a Turkish Airlines e gostei muito. Infelizmente o aeroporto de Istanbul não está ao mesmo nível. Dá a sensação que a companhia aérea cresceu depressa demais para o aeroporto, que não acompanhou. Dessa forma ele está sobre lotado, com gente a mais para espaço a menos.

Agora a ideia era dormir que estas viagens longas cansam mas já vi uma TV ali no bar do hotel onde vai haver Benfica…por isso lá terei que ficar acordado até à meia noite (aqui). Acho que me vou arrepender, mas pronto! Até amanhã.

 


 

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Deixem-me então começar com uma reclamação :). Então não basta a fortuna que uma pessoa tem que pagar para estar aqui uns dias, ainda é preciso cobrar 5 dolares por uma Coca Cola de 30cl? Eu até entendo que manter um resort destes num local totalmente isolado custa muito dinheiro…mas não era preciso exagerar. Por falar nisso, é engraçado que conforme se caminha pela ilha, parece que isto está vazio. Quando chega a hora das refeições, especialmente o jantar, e se vê um restaurante enorme cheio de gente (e existem dois), é que se vê a quantidade de pessoas que estão aqui alojadas. Como é habitual nas Maldivas, o hotel espalha-se por toda a área de uma mini ilha. Uns quartos mesmo junto ao mar, outros mais para dentro uns metros, no meio de muitas árvores e de muito verde, e outros sobre a água, como também é comum por estas paragens.

O tempo tem estado estranho. Está calor, está sol…mas persiste uma pequena camada de nuvens que embora não impeçam o sol de passar, fazem com que o céu mantenha uma cor acizentada, nada interessante para fotos. Esperemos que um dos próximos dias esteja um pouco melhor…afinal de contas eu só preciso de duas ou três horas de céu bonito para fotografar isto tudo :) Uma das coisas que eu sempre disse é que ainda não tinha vindo para cá porque quem fotografa uma ilha, fotografa as Maldivas…e é verdade. Tirando ligeiras diferenças, mais causadas pelos hoteis do que pelas ilhas propriamente ditas, são todas iguais.

E amanhã será mais um dia. Se o tempo já estivesse perfeito, eu diria que já podia ir para o meu próximo destino. Como ainda não está, é esperar a ver se estará ;) Até amanhã.

 


 

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Escolhi esta foto para hoje porque acho que sumariza bem que tipo de destino é as Maldivas. Areia, mar e um local confortável para estar esticado ao sol :). Quando estive nas Seychelles há uns anos, referi na altura que o grande problema destes chamados paraísos é não terem mais nada para oferecer. Sim, é verdade que quem para cá vem já sabe o que vai encontrar e se escolhe as Maldivas como destino, é porque realmente é isto que quer. Para quem, como eu, gosta de diversidade, são destinos monótonos. Bonitos de se ver, sem dúvida…mas definitivamente muito repetitivos :).

Como também se pode ver pela foto, o tempo abriu e hoje esteve um dia característico deste país. Muito céu azul para se juntar à areia branca e ao mar azul turquesa. Infelizmente abriu muito tarde e por isso o nascer do sol não foi nada de especial. Quer dizer…de especial só teve uma chinesa que assim como eu, estava a tentar fotografar e não tinha qualquer problema em pôr-se à frente da minha câmera. Que povo mais mal educado. Já nas Filipinas tive um problema semelhante, sendo que lá era pior porque eram muitos mais. Não têm respeito nenhum pelas outras pessoas. Estive mesmo para sair do local onde estava para me ir também pôr à frente dela…mas resisti a ser estúpido como ela. Enfim.

A tarde, em que esteve um calor quase insuportável, terminou da melhor maneira com um passeio de barco para desfrutar do pôr do sol. Além das cores espectaculares do final de dia, tivemos a companhia de uns poucos de golfinhos, que fizeram a festa a acompanhar o nosso barco. Foi o delírio, especialmente para quem nunca tinha tido essa experiência. E como eu digo sempre, esteja onde eu estiver, encontro sempre algum português. Sempre! Desta vez não foi excepção. Estou numa ilha remota, onde só existe um hotel…mas está cá pelo menos um casal de portugueses muito simpático. Recém casados, coitados (estou a brincar para o caso de lerem isto :)), aliás, como quase toda a gente que está aqui. Conclusão: valeu bem a pena e rendeu algumas boas fotos. Como ainda não estive a vê-las, ficam para amanhã.

See ya!

 


 

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Antes de mais, umas palavras em relação à foto de hoje. Como eu já tinha dito ontem, hoje ia ser uma imagem do pôr do sol belíssimo de ontem. Tenho 3 ou 4 fotos desse momento que gosto muito, esta é uma delas. Um pôr do sol é bom assim mesmo, como este. Com nuvens mas que não tapem o sol no momento da verdade, como o que aconteceu hoje.

Hoje de manhã o dia foi dedicado a visitar uma ilha próxima, ilha esta onde de facto vivem locais, não sendo uma das muitas apenas com resorts. Não fui por achar que ia encontrar algo de especial. Aliás, desconfiava que não ia encontrar nada de muito interessante, como veio a acontecer. No entanto, eu gosto sempre de sair de um país com uma ideia de como as pessoas vivem. Se há coisa que eu não entendo é como existem pessoas que fazem voos de 8, 9, 10 horas ou mais, enfiam-se dentro do hotel e só saem de lá para regressar ao país de origem. Tudo o que ficam a conhecer é o hotel, a piscina do hotel e os metros de praia em frente ao hotel. Apesar de tudo ainda deu para aprender de como o turismo ajuda a economia local, subsidiando a educação por completo, incluindo os livros e todo o material escolar. É interessante também como o governo das Maldivas manda os melhores estudantes para o exterior de forma a terem uma educação de melhor qualidade, ficando estes depois obrigados a trabalhar para o estado durante 5 anos. Na minha modesta opinião, é um bom sistema no qual todos ficam a ganhar.

Amanhã é o último dia da primeira fase desta minha viagem. O tempo foi o ideal para fazer o que vim fazer. Tirei as minhas fotos, conheci mais um país que queria conhecer, apesar de não ser muito a minha praia (trocadilho à parte), especialmente porque queria poder compara-lo às Seychelles, outro destino deste tipo. Como o meu voo amanhã é só às 23:50, ainda tenho mais um dia completo aqui, ainda dá para mais umas coisas. Foi o tempo ideal porque deu para conhecer e não deu para me aborrecer, coisa comum quando passo muito tempo num local que não me permite grande mobilidade.

É provável que amanhã não tenha oportunidade de actualizar isto, uma vez que no final do dia já estarei no aeroporto de Malé e a internet lá pareceu-me que é paga. Caso isto se confirme, farei questão de escrever algo durante o curto período em que estarei de passagem por Lisboa na segunda feira.

Então até breve.

 


 

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Ora bem…para variar um bocadinho, estou a escrever este update rápido enquanto voo de Istanbul para Madrid. Irei coloca-lo online na minha curta passagem por Lisboa. Têm sido muitas horas de avião e de aeroportos e ainda tenho bastantes mais pela frente. Para trás ficam uns dias proveitosos nas Maldivas, onde até acabei por ter sorte com o tempo. Temia alguns dias com chuva mas ela apareceu por uma só vez e durante a noite. O final foi em grande, com um belo pôr do sol no aeroporto de Malé.

O momento do dia foi as instruções de segurança do voo de hidroavião da ilha de Vilamendhoo para Malé, as mais completas que já tive num voo…e passo a citar: “Please fasten your seat belts, life vest is under your seat, bla bla bla, let’s go”. Isto dito em modo de brincadeira por parte do co piloto. Nada como descontração total :)

A foto que escolhi para hoje ajusta-se bem a uma despedida. Espero voltar a escrever alguma coisa mais logo, já em Fortaleza.

Brasil, vou a caminho! ;)

 


 

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Nada como chegar a um destino e não ter a mala. Nunca me tinha acontecido, claro que tinha que ser a voar na TAP. Aquela que ainda era uma das poucas empresas nacionais com algum prestígio por esse mundo fora, está a perde-lo a passos alarmantes graças a estas greves sucessivas que, para além de destruir a empresa do ponto de vista financeiro, destroem ainda mais depressa a sua reputação. Neste caso em concreto nem é uma greve directa da TAP mas como eles também as fazem constantemente, não merecem o desconto.

Enfim. Importante mesmo é que cheguei inteiro. Amanhã saio bem cedo daqui de Fortaleza com destino a Jericoacoara, um cantinho de paraíso no litoral do Ceará. Cá estarei para mais notícias amanhã no final do dia, provavelmente já com uma foto de Jeri.

Fica uma última imagem (para já) das Maldivas, uma das que gosto mais, com a “minha” ilha vista de fora para dentro. Alguém tem roupa que me possa emprestar? :)

Até amanhã.

 


 

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Hoje foi o primeiro dia em Jericoacoara. Engraçado como ainda tinha presente na minha memória o acesso à praia por entre as dunas (não existe estrada até cá). Já imaginava que fosse encontrar algumas diferenças em relação à minha primeira visita, em 2003. As diferenças começam logo na estrada, que está bem melhor. Essa é a parte boa. A parte má é que, também como eu suspeitava, está diferente. Os habitantes locais praticamente deixaram Jeri e agora cada casa é uma pousada, um restaurante, uma loja ou uma agência de turismo. Não deixa de ser um dos locais mais bonitos do mundo, na minha opinião…mas agora com um ambiente mais turístico e menos genuíno. Tudo isso é resultado de votações sucessivas nos últimos anos a colocar estra praia entre as mais belas do mundo, entre elas algumas feitas por publicações muito importantes, como é o caso da Lonely Planet ou jornais e revistas americanas. O mundo descobriu o segredo.

Ainda não tive tempo para circular um pouco pelas ruas para ver se isso também se reflete nos preços…mas é bem provável que sim. Já comprei alguma roupa (graças à nossa TAP, que espero que venha a pagar) mas isso não dá para avaliar. Quero ver como estão os preços de coisas mais básicas, como a comida.

Fotograficamente falando, hoje não deu para muito mais do que fotografar o pôr do sol, sempre bonito no cenário especial das dunas de Jeri. A foto que vos deixo não é exactamente do pôr do sol mas foi tirada um pouco antes. Mostra o cenário que me rodeia. Não é fácil transmitir por fotos o enquadramento de Jericoacoara. E também não é fácil fotografar o pôr do sol devido à multidão que invade a praia e a duna principal, chamada precisamente de duna do pôr do sol. No próximos dias vou procurar locais mais afastados, para ver se fujo da confusão :)

Amanhã já vou sair para um passeio, o primeiro de vários. Já fui aos mesmos locais há 11 anos mas não me lembro de nada. Tenho algumas fotos que tirei na época mas nem olho para elas para não me deixar influenciar. Quero começar de novo, sem ideias pre concebidas.

Até amanhã.

 


 

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Eu sei que já disse isto, mas…Jeri é mesmo um local especial. E mesmo com turistas a mais, não deixa de ser especial. Só é preciso fugir um pouco deles. A maioria não anda mais do que 50 metros para lá da duna do pôr do sol. E por falar em duna do pôr do sol e do dito, a foto de hoje é precisamente dessa duna, alguns minutos antes da hora H.

Hoje o dia foi de passeio. Há 11 anos fiz alguns destes roteiros pelas redondezas mas já não me lembrava bem das paisagens. Andar nestes buggys durante quilómetros em praias desertas, ou subir e descer enormes dunas, é uma sensação única, impossível de demonstrar através de fotos. E já fiz estes passeios em outras regiões do Brasil mas aqui assumem outra dimensão devido ao cenário espectacular. Também já não me lembrava do vento! E que vento! Por isso é que isto se tornou o paraíso também para os praticantes de wind surf e kite surf. São às dezenas. Escusado será dizer que no final do dia, temos areia em locais que pensávamos ser impossível. A parte positiva é que por muito calor que esteja, não se sente. É como se andássemos com o ar condicionado atrás :).

Jericoacoara é um óptimo exemplo de que o Brasil não é só violência. É comum eu ouvir as pessoas dizer que não vêm para o Brasil por terem medo. A verdade é que essa violência é característica das grandes cidades. Em lugares pequenos como este, a tranquilidade é total. O mesmo posso dizer de outros locais onde já tenho estado. Só é preciso saber escolher.

E foi mais um dia sem a minha mala. Supostamente ela deveria chegar a Fortaleza esta noite e com muita sorte, estaria aqui amanhã…mas obviamente isto seria o cenário mais optimista e não acredito minimamente que vá acontecer. Vamos ver se não vem pra cá só quando eu já estiver em Portugal :). Apesar de me rir da situação, faz-me falta o tripé. Mais até do que a roupa.

E amanhã há mais. Ao contrário das Maldivas, aqui eu podia ficar muito tempo sem me cansar.

 


 

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Como hoje o dia não esteve muito favorável a fotos, por estar um pouco mais nublado do que é recomendável, resolvi ficar por aqui e não fiz nenhum passeio para os arredores, do tipo do que fiz ontem. No entanto fiz uma caminhada de manhã cedo para perceber o melhor local para fotografar o nascer do sol amanhã. Felizmente é relativamente fácil andar sobre estas dunas porque a areia, provavelmente devido ao vento, é bastante sólida e os pés não se enterram com muita facilidade.

Aproveitei para ir comprar mais algumas coisas de que preciso (obrigado TAP mais uma vez por já terem passado 4 dias e eu continuar sem a minha mala) e absorvi um pouco mais do ambiente de Jeri. Passei algum tempo a conversar com o rapaz da recepção da pousada e ele esteve também a dizer-me o quanto isto mudou desde que eu vim cá em 2003. Basicamente confirmou o que eu já tinha reparado. Tudo o que era residência de locais, passou a ser pousada…e a maioria desses locais mudou-se para outra vila aqui perto.

Continua o vento forte. Não sei se é da época do ano ou se é sempre assim. Há 11 anos eu vim em Agosto mas já não me lembro se também era assim. Para praia, não é muito bom. Quer dizer…tem o lado positivo de não se sentir o calor e de afastar rapidamente as nuvens que por cá passam mas por vezes é mesmo muito forte e atira-nos com a areia para a cara.

A foto e hoje foi tirada ontem no passeio que fiz. As paisagens são mesmo de tirar o fôlego e depois de ver o que já vi, não me arrependo mesmo nada de ter cá voltado. E digo isto porque é raro eu regressar a um local onde já tenha estado, o que é normal com tanto mundo para conhecer.

E no final do dia caminhei os 2 km até um dos cartões postais de Jeri, a Pedra Furada. É uma rocha em forma de arco, junto ao mar. Mas como atração turística que é, aquilo é basicamente um circo de selfies, então não saiu nem uma foto que se aproveite. E pronto. Amanhã há mais ;)

 


 

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Começando pelo fim, resolvi ir fotografar final do dia de um local mais distante de forma a poder estar sozinho. Não estava completamente sozinho mas tinha a companhia de apenas duas pessoas, o que foi quase o mesmo. Por muito que uma pessoa se tente preparar para conseguir as fotos que deseja, algumas delas são fruto da sorte. É verdade que temos que estar no local e isso requere muitas vezes algum esforço. No entanto, há coisas que acontecem por casualidade e por vezes conseguem-se algumas das melhores fotos assim. É o caso da foto de hoje. É uma das minhas fotos preferidas dos últimos tempos, e eu estava ali apenas para fotografar o pôr do sol. Naquele momento eu até estava de costas, a fotografar a luz dourada que batia nas dunas a leste. Quando me viro, vejo esta cena ali, só para mim, com pouco tempo para reagir e para conseguir a imagem. Felizmente consegui e adoro-a.

Agora a manhã. Aluguei um quad, ou moto 4, ou quadricíclo, conforme lhe queiram chamar, e fui explorar alguns dos locais mais conhecidos dos arredores, entre os quais algumas lagoas onde também tinha estado na minha primeira visita. Não foi a primeira vez que andei num, mas neste cenário, com este relevo, foi uma experiência absolutamente espectacular. O dinheiro mais bem gasto de toda a viagem. Na visita pude comprovar a falta que lhes faz a chuva por estas bandas. Por isso é que eles a pedem diariamente, embora para nós, turistas, seja tudo o que não queremos. A verdade é que as lagoas, uma das principais atracções de Jeri, estão a secar. A Lagoa do Coração, da qual até tenho fotos de há 11 anos, já desapareceu. A Lagoa Azul está com um nível de água muito baixo e mesmo a Lagoa do Paraíso, que é a maior, tem muito menos água do que tinha. Que chova muito assim que eu me vá embora :).

Hoje foi também o dia em que a minha bagagem chegou finalmente. Quando regressei do passeio por volta da hora do almoço, o rapaz da recepção da pousada disse-me que tinha uma surpresa para mim. Boa surpresa, realmente. Mais vale tarde do que nunca e fico contente por ter as minhas coisas de volta. Foi também o dia da primeira baixa no meu equipamento. Um filtro polarizador estilhaçado. Acontece. Vai fazer-me bastante falta no resto da viagem mas pelo lado positivo, a objectiva está sem qualquer dano. E tudo por causa do vento fortíssimo, que me deitou o tripé ao chão.

E estamos conversados por hoje. Até amanhã ;)

 


 

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Foto fresquinha, do pôr do sol que aconteceu há cerca de meia hora.

O dia começou com uma caminhada que acabou por ser mais longa do que estava planeado. Esta coisa de caminhar sobre dunas e areia engana muito. Em primeiro lugar porque caminhar sobre areia é muito mais cansativo…e em segundo porque perde-se um pouco a noção de distância. Conclusão: quando terminei tinha andado um pouco mais de 6 km, o que não sendo nada do outro mundo, foi bem mais do que queria :). Tudo isto para continuar na procura de pontos de vista alternativos para retratar este local lindíssimo.

Mas afinal que tipo de lugar é Jericoacoara? É isso que vou tentar explicar hoje.

Para um fotógrafo, os motivos de interesse não são tanto Jeri propriamente dita mas sim todo o cenário que existe em redor. Por essa razão ainda não tinha colocado nenhuma foto da localidade para que se possa perceber como é. Antes de mais, Jeri está separada do resto do Brasil por dunas de areia e não existe estrada até cá. A única forma de acesso é através de veículo com tracção às 4 rodas. Quem não tiver um, pode deixar o carro em Jijoca, onde existe um parque fechado só para esse efeito, e apanhar transporte para cá. Como as fotos demonstram, o ambiente é totalmente rústico. As ruas, que na realidade são apenas três e que são ligadas por mais meia dúzia de ruelas, não têm asfalto. Todas elas são de areia. As pessoas misturam-se com os carros e motos que existem, sem grandes problemas. O comércio é o que normalmente podemos encontrar neste tipo de destino. Agências de turismo, restaurantes, lojas de roupa (muitas viradas para o surf e kite surf) e pequenos mercados. E claro, muitas pousadas e um ou outro hotel. Como já tive oportunidade de escrever, a maioria dos locais optou por vender as suas casas, que depois se tornaram pousadas, e mudaram-se para uma outra localidade próxima.

As 4 fotos em baixo mostram 4 perspectivas. A primeira é a partir da praia, a segunda é uma ruela que liga duas das ruas principais e a terceira é o final da rua principal (que tem precisamente esse nome) junto à praia e a quarta é a praia.

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E pronto. Jericoacoara é isto. Até amanhã ;).

 


 

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Acabo de voltar de um pôr do sol verdadeiramente épico…e não tenho por hábito usar esta palavra, até porque hoje em dia qualquer coisa minimamente interessante é logo “épica”. Mas foi o pôr do sol mais bonito que já vi na minha vida. Mais sobre o assunto nos próximos dias. A foto de hoje é dedicada ao desporto mais praticado aqui. Sem dúvida que deve ser muito divertido…e com este cenário, só pode ser melhor ainda. Pelo que me parece, pelas línguas que já ouvi falar, o pessoal do kite surf junta-se aqui. Realmente as condições são perfeitas. Muito calor, água quente, muito vento e belas paisagens. Acho que a única coisa que impede que sejam ainda mais praticantes, é a relativa distância a que Jericoacoara fica da grande cidade mais próxima, neste caso Fortaleza, a quase 300 km.

Foi mais um dia em busca de novos locais para fotografar…mas para ser sincero, já não restam muitos mais onde eu possa ir a pé. Por um lado isso é bom porque também já não me resta muito tempo por aqui. Têm sido dias fantásticos e ao contrário de outros destinos de praia, via-me a passar aqui os invernos portugueses. Tenho que arranjar maneira de ganhar o Euromilhões mesmo sem jogar :D.

Também já não há muito que eu possar contar à cerca de Jeri. Acho que falta falar do ambiente nocturno. É uma localidade muito pequena mas não deixa de ter uma noite animada, como seria de esperar num destino destes, cheio de malta jovem, especialmente todos os praticantes de desportos aquáticos. Existem inúmeros bares, claro, mas também concertos de música todas as noites e a variedade é total, indo dos típicos ritmos brasileiros, como é o caso do Forró, até ao Jazz ou Blues. No final da tarde, encontram-se diversos grupos de pessoas, muitas vezes em volta de uma ou duas guitarras, a cantar ao mesmo tempo que esperam pelo pôr do sol.

E já agora, um esclarecimento. Já observei que os meus posts no facebook são colocados como se eu estivesse em Jijoca de Jericoacoara. Não é verdade. Jijoca de Jericoacoara e Jericoacoara são dois locais diferentes. O primeiro é onde acaba a estrada asfaltada, onde se encontra o último local onde se pode levantar dinheiro…digamos que é o último ponto de civilização. E Jericoacoara é onde eu realmente estou. Ah pois. Faltou dizer que não há bancos, não há casas de câmbio, nada disso. Ou se traz dinheiro brasileiro pronto a usar, ou cartões. É melhor o dinheiro, visto que os terminais de pagamento por cartão podem estar offline. E se a rede celular fôr um bom exemplo (estou sem rede 90% do tempo), dinheiro é mesmo a melhor opção :).

 


 

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Hoje o meu passeio matinal foi na direcção oposta em relação ao lado mais fotogénico de Jeri. Não fui tanto para fotografar mas mais para explorar…afinal de contas quero sair daqui a conhecer cada canto possível de visitar a pé. Esse lado, a parte norte, nada tem a ver com a parte sul. Não existem dunas de areia, a costa é mais rochosa e de mais difícil acesso, embora também tenha pequenas praias escondidas entre essas rochas. O meu pôr do sol também foi visto de um local alternativo, na parte mais alta dos arredores, com uma vista sobre a Jericoacoara e o mar. Também aqui fui mais para ver do que para fotografar. A verdade é que acho que já tenho as fotos todas tiradas, agora é aproveitar o tempo que me resta para visitar os locais menos fotogénicos.

A foto que vos deixo hoje já foi tirada há uns dias. Quem visse apenas essa imagem, pensaria que tinha sido tirada num qualquer deserto, certo? Pois é…mas demonstra bem a diversão que se pode ter com uma máquina dessas numa paisagem dessas :).

O vento aqui é uma benção. É verdade que por vezes é forte demais mas não fosse ele e as temperaturas por vezes seriam pouco menos do que insuportáveis. Hoje foi um desses dias. Esteve mesmo muito calor. E só de pensar que muito em breve vou estar de novo com “calor” de menos de 10 graus! Vai ser lindo vai :). Até amanhã.

 


 

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A actualização de hoje é mais cedo, uma vez que mais logo já estarei em Fortaleza e possivelmente não terei internet disponível.

A foto de hoje é uma das minhas preferidas de toda a viagem. Representa de certa forma a contemplação pelo cenário maravilhoso que rodeia Jericoacoara. Não há como assistir a um pôr do sol no alto de uma destas dunas e não ficar rendido a toda aquela beleza.

Esta foi sem dúvida uma das viagens que mais me deu prazer nos últimos anos. Tinha muito boas recordações de Jeri e foi por isso que passei anos a querer voltar, até que a oportunidade surgiu. Tinha algum receio de ficar decepcionado, afinal de contas passaram 11 anos, as coisas podiam ter mudado…e muitas vezes a primeira vez que se visita um local deixa impressões que depois não se repetem. É verdade que as coisas mudaram um pouco. A fama que Jericoacoara ganhou no exterior, fez com que mais turistas visitem. O ambiente de vila de pescadores já não existe mas as paisagens deslumbrantes continuam cá e, apesar de tudo, continua a ser um local muito agradável para passar uns dias. Muitos dias, diria eu :).

Em relação a fotos, a viagem também superou as minhas expectativas, tanto nas Maldivas mas principalmente no Brasil. Neste ponto foi também uma das minhas viagens com mais sucesso de sempre.

Sempre que termino uma viagem, é muito raro eu pensar em voltar. Como eu sempre digo, há tanto mundo para descobrir que não faz muito sentido revisitar lugares já conhecidos. No entanto, parece-me que Jericoacoara ainda não me viu pela última vez. Mais cedo ou mais tarde, voltarei lá!

Nos próximos dias irei colocar aqui mais fotos, tanto das Maldivas como de Jeri. Até breve.

 


 

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Pois bem…cá estou eu de volta ao belo e extremamente frio Portugal :). Sair de lá com 32 graus e chegar a Lisboa com 9, é um verdadeiro choque térmico. Desta vez tive o privilégio de viajar no mesmo avião da minha bagagem, o que só por si já foi uma experiência diferente da minha viagem de ida.

Como não há muito a dizer de um dia que apenas envolveu uma viagem de quase cinco horas de carro, seguida de seis horas e meia de avião e outra de duas horas e pouco outra vez de carro, deixo-vos aqui mais uma foto de Jeri, com a promessa que mais fotos virão nos próximos dias. O rescaldo da viagem já o fui fazendo nos últimos posts, por isso não vale a pena repetir-me. Dizer apenas que era menino para passar lá o inverno inteiro :).

 


 

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Voltando ao início da viagem, e às Maldivas, deixo aqui mais algumas fotos da viagem. É um país muito complicado de fotografar, e eu já sabia isso. Todo ele é igual. Vê-se uma ilha, é como se tivéssemos visto todas. Isso faz com que seja importante fotografar mais momentos do que locais, visto que os locais parecem sempre o mesmo. Portanto, aqui ficam alguns desses momentos :).

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E à semelhança do que fiz para as Maldivas, ficam aqui mais alguns registos do tempo que passei em Jericoacoara. Depois do relato que fiz, já não é segredo nenhum que é um dos meus locais favoritos de todos onde já estive. E como tal, é natural que também goste bastante das fotos que trouxe de lá. São mais 20 que coloco aqui hoje e não é nada normal eu partilhar tantas imagens de um só destino. Ainda faltam mais duas ou três que irei incluir no meu portfolio :).

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E para finalizar esta página dedicada a esta grande viagem, trago-vos um pequeno video que montei. Não é mais do que a soma de alguns clips que fui filmando com o telefone ao longo da viagem. Não é nada de fantástico…mas se os tenho, porque não partilha-los, não é mesmo? :) Até Abril.

 

 

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