Austrália

 

 

Todas as minhas viagens começam por um aeroporto…e estando eu em Viseu, a primeira etapa é sempre fazer os 300 km entre Viseu e o aeroporto de Lisboa ou os 150 km entre Viseu e o aeroporto do Porto. Desta vez a aventura começa em Lisboa. Aqui vou eu! Até já :).

 


 

Bondi Beach
Bondi Beach

 

 

Ora bem…cá estou eu depois de ter finalmente conseguido comprar um cartão sim australiano para ter internet nestas 3 semanas em que estou por aqui. Isto não começou nada bem em termos de clima. Se eles soubessem que a minha presença trazia a chuva, tinham-me chamado antes para acabarem com os incêndios florestais das últimas semanas :) O dia de ontem ainda esteve mais ou menos mas hoje esteve feio…só agora a meio da tarde é que está a ficar melhor. Ontem de manhã fui ao Parque Nacional Blue Mountains. Este parque é uma área enorme de mata, a cerca de 100 km de Sydney, com alguns cânions impressionantes. A ideia era também fotografar algumas cascatas mas a falta de chuva fez com que mal tenham água, por isso tenho que esperar por outras cascatas mais lá para a frente na viagem. De tarde fui até à praia de Bondi Beach, uma das praias urbanas mais conhecidas do mundo. E a propósito da ida a Bondi, o trânsito nesta cidade faz Lisboa parecer uma aldeia…e era sábado!!!!! Estive 3 vezes mais tempo a ir para lá do que estive lá. Detalhe…eram apenas 8 km! Terminei o dia a fotografar a Harbour Bridge e a Opera House mas estava um vento do pior, não correu muito bem. Hoje vou tentar de novo no final do dia mas tendo em conta o estado atual, duvido que vá ter melhor sorte. Amanhã vou logo cedo para Melbourne e daí para a Great Ocean Road, onde a minha viagem realmente começa. Espero que o São Pedro mude de humor :)

Em relação à foto, é apenas um registo do local. As melhores imagens vão aparecer depois da viagem. Desculpem se a imagem não estiver com grande aspecto mas como estou a usar um tablet, nem as cores posso avaliar bem.

 


 

Great Ocean Road
Great Ocean Road

 

 

Hoje o dia foi dedicado à Great Ocean Road. Tinha cá estado há 10 anos e sempre quis regressar com mais tempo e com melhor tempo. O dia acabou por correr bem, depois do susto que apanhei de manhã ainda em Sydney, com chuva torrencial…mas aqui esteve bastante bom. O problema desta estrada é ser muito conhecida internacionalmente e por isso é uma selva turística. Hoje em dia todos são fotógrafos, o problems é que o respeito e um pouco ética fotográfica não vem com a máquina. Enfim, é melhor não falar mais isso :). Mesmo contra esses idiotas, acho que tenho algumas fotos boas. Amanhã ainda vai haver mais Great Ocean Road e depois vou para o Parque Nacional Grampians, não muito longe daqui. Vai ser o primeiro dos locais que não conheço. Vai ser o início da aventura, visto que já tinha estado tanto em Sydney como aqui. Então até amanhã.

 


 

The Granpians
The Grampians

 

 

Hoje o dia não tem muito o que contar. Infelizmente o tempo continua mais para mau do que para bom e hoje tornou-se mesmo num dia de chuva contínua a partir da hora do almoço. Felizmente ainda consegui aproveitar bem a manhã e apesar de tudo, consegui duas ou três fotos interessantes, o que é de comemorar tendo em conta a situação :). Foi pena porque pelo que pude ver, sempre que o nevoeiro permitiu, os Grampians são uma parque muito bonito. De qualquer forma não deixei de desfrutar do passeio, apenas não foi um grande sucesso em relação a fotos. Vi os primeiros cangurus desta viagem, tanto vivos como mortos à beira dá estrada. Aqui é algo relativamente comum, um pouco como acontece em Portugal com cães ou gatos.

Amanhã faço a viagem de regresso a Melbourne mas ainda tenho o plano em aberto. Se o tempo continuar assim, acho que vou directo à cidade e vejo o que posso fazer por lá. Logo se vê. Por este andar, o pessoal do Dubai que se cuide porque no final do mês eu vou para lá e há grandes chances de chover no deserto :)

 


 

Melbourne
Melbourne

 

 

Se eu soubesse como ia estar o dia de hoje, não tinha reclamado do de ontem. Graças a Deus que amanhã de manhã vou para bem longe daqui :). Mas é oficial… Melbourne não gosta de mim. Há 10 anos foi muito perto daqui que apanhei com uma multa por excesso de velocidade e desta vez este tempo miserável. Pouquíssimas fotos hoje e todas elas agora no final do dia, durante cerca de meia hora em que não choveu! A ideia era fazer algumas fotos nocturnas de Melbourne mas a chuva chegou antes da noite ter chegado. Paciência. Para verem como as coisas estão, isto é assunto na TV e nas rádios. Nos últimos dois dias choveu 4 vezes mais do que em todo o mês de Novembro do ano passado! Mas mesmo assim, como não ia passar a tarde no hotel depois de chegar a Melbourne, decidi ir até Phillip Island, uma Ilha a cerca de 130 km e que é conhecida por ser o local onde todos os anos se realiza o Grande Prémio de MotoGP da Austrália. Apesar da chuva, deu para ver que é um local bonito.

Como referi antes, amanhã parto logo pela manhã para Ayers Rock (ou Uluru, o nome indígena). Tendo em conta que aquilo é praticamente deserto, sei que me vou livrar da chuva pelo menos enquanto estiver lá…e espero que para o resto da viagem!

 


 

A estrada que dá a volta à rocha
A estrada que dá a volta à rocha

 

 

Se nos últimos dias me queixei do tempo mau, hoje não tenho do que me queixar, a menos que queira ser esquisito e reclame do calor. Pois é…39 graus à chegada a Yulara, o nome da pequena localidade onde se encontram os resorts que alojam os turistas que visitam “a rocha”, tanto conhecida como Ayers Rock como por Uluru, nome aborígene. Logo à chegada tive uma boa surpresa por parte da Avis. Tinha alugado um carro compacto e eles fizeram-me o upgrade gratuito para um SUV. Devido ao calor, e também porque as atracções aqui são imponentes mas são poucas, a fotografia ficou reservada para o final da tarde, quando finalmente pude fotografar esta rocha que há tanto tempo queria visitar. É realmente um local impressionante. Só quando se vê pela primeira vez do avião é que se tem a noção real do tamanho da coisa. Isto realmente parece outro planeta em relação à Austrália urbana.

Amanhã vai ser dia de acordar ainda mais cedo do que o habitual, visto que aqui o nascer do sol é às 5:50! Também era escusado :). Pelo menos durmo descansado a saber que a chance de chuva é zero!

 


 

Apesar da estrada principal ser asfaltada, a maioria são assim
Apesar da estrada principal ser asfaltada, a maioria são assim

 

 

Hoje o dia começou às 5 da manhã e foi passado dentro do Parque Nacional Uluru-Kata Tjuta, a explorar todo o tipo de ângulos possíveis para fotografar as formações rochosas, bem como outras vistas desta área. É realmente um local muito bonito, tranquilo, que apesar de viver do turismo, pelo menos nesta época é um turismo em números aceitáveis, que não estraga a experiência a quem visita. O único aspecto negativo disto aqui é os preços das coisas. Eu já tinha ficado com essa ideia devido ao que paguei pelo hotel…mas para terem uma ideia, uma coca cola de meio litro custa 4 dolares, que é apenas um pouco menos de 3 euros. É o preço a pagar pelo isolamento, imagino. Ahh…e as moscas! São verdadeiramente irritantes! Durante a tarde o tempo mudou e criou um céu dramático para algumas fotos diferentes. O dia acabou com uma luz espetacular.

Amanhã vai ser um dia longo. Vai começar outra vez bem cedo com uma última visita ao parque para o nascer do sol e depois vai seguir-se uma longa viagem de mais de 450 km até Alice Springs, a principal cidade do Outback australiano, com uma visita ao Kings Canyon pelo meio.

 


 

A paisagem de hoje foi assim...quase sempre igual
A paisagem de hoje foi assim…quase sempre igual

 

 

Hoje o dia foi muita estrada e pouco mais. Depois de apreciar um belo nascer do sol ainda em Ayers Rock, fiz-me à estrada para fazer a longa viagem até Alice Springs. Pelo meio, uma passagem por Kings Canyon…local interessante mas se me perguntarem se vale a pena o longo desvio para lá ir, na minha opinião não. O dia esteve uma vez mais nublado mas também não foi grave precisamente porque passei o dia em viagem. As centenas de km que fiz custaram bastante a passar porque a paisagem é bastante monótona, quase sempre igual…e as longas retas quase que fazem uma pessoa adormecer :) Alice Springs é uma cidade sem grandes atrações. Apenas vim de carro até cá porque queria fazer parte do Outback ao volante, pela experiência apenas. Na foto podem ver o tipo de paisagem ao longo da viagem, quase sempre igual.

Amanhã parto antes do almoço para mais uma etapa, desta vez no extremo norte do país, na cidade de Darwin. Aí sim é bem provável que chova, visto que é uma região já com um clima tropical e a época das chuvas já começou. Veremos. De qualquer forma o destino final não é propriamente a cidade mas sim o Parque Nacional Kakadu, umas centenas de km a sul. Lá estarei amanhã para contar a história :).

 


 

Parque Nacional Kakadu
Parque Nacional Kakadu

 

 

Fotograficamente falando, o dia de hoje começou pouco antes do por do sol. Com a minha viagem de Alice Springs para Darwin, e depois de Darwin até aqui ao Parque Nacional Kakadu, lá se foi o dia…mas é assim mesmo. Numa viagem destas é inevitável perder alguns dias com deslocações de uns lugares para os outros. De qualquer forma, as fotos hoje foram poucas mas acho que uma ou duas vão ser boas…e se assim for, o dia foi um sucesso. No início da noite, aconteceu a trovoada mais violenta a que já assisti. Eram tantos relâmpagos que parecia dia. Acho que nunca vi chover tanto. Foi apenas uns 10 minutos mas foi impressionante. Vamos ver se o céu limpa durante a noite para amanhã haver fotos. Tenho um nascer do sol para fotografar :).

Amanhã o dia vai ser passado aqui no parque e caso o tempo permita, vai ser um dia bem preenchido do nascer ao pôr do sol. A ver vamos.

 


 

O momento negativo do dia
O momento negativo do dia

 

 

Às vezes, por muitos planos que façamos e por muito que tenhamos tudo determinado dia a dia, pode sempre haver imprevistos que mudam tudo…e não, desta vez não tem a ver com o estado do tempo. De acordo com o meu plano, hoje era dia de ir fotografar duas cascatas, perto uma da outra, que são dois dos locais mais bonitos aqui no parque. Lá me fiz a caminho pela manhã, visto que ainda era uma distancia significativa. Quando finalmente estou perto, saio da estrada principal para uma estrada em terra e dou com aquilo que podem ver na foto. Escusado será dizer que foi uma frustração. Ainda avancei a ver se tinha sorte mas um pouco mais à frente a estrada estava mesmo fechada. Como não podia fazer nada, pus em prática o plano B, que era ir a outra cascata, mas quando cheguei lá, mais uma que quase não tinha água. Está a ser difícil fotografar quedas de água.

Hoje também foi dia de encontros imediatos com animais na estrada. Primeiro foi um par de cangurus (ou algum outro animal da família) que resolveram esperar por mim no meio da estrada…mas como ia devagar, vi-os bem a tempo e quando me aproximei, eles lá se puseram a caminho. O pior mesmo estava para vir. Numa altura em que ia a cerca de 120 km/hora, aparece-me um maldito crocodilo mesmo no meio da estrada. Não sei como consegui reagir a tempo e virar o volante de forma a não lhe passar por cima. Até voltei para trás para confirnar que era mesmo um crocodilo. Enfim…é daquelas coisas que não acontecem em Portugal…mas apanhei um susto desgraçado :).

Amanhã, as últimas voltas aqui no parque Kakadu, depois uma visita a Katherine e finalmente o regresso a Darwin, onde vou passar a noite.

 


 

Detalhe de uma das cascatas de hoje
Detalhe de uma das cascatas de hoje

 

 

Hoje sim, foi o dia dedicado às cascatas. Resolvi apagar a visita a Katherine do meu plano e em vez disso fui a um outro parque nacional que existe na região, que é de certo modo o parente pobre do Parque Kakadu, por ser menor e ter menos atrações do que o mencionado. O nome é Litchfield National Park e encontrei aqui dois locais muito bonitos para fotografar durante a manhã. O tempo não esteve brilhante mas para fotografar quedas de água, tempo nublado até nem é uma má coisa. É impressionante como encontro estes locais fantásticos totalmente desertos. Às vezes lá aparecem mais duas ou três pessoas mas muitas vezes estou completamente sozinho…presumo que seja por ser época baixa do turismo aqui nesta região. Tinha muito receio de como estaria o estado do tempo por aqui mas na realidade acabou por estar bastante bom, tendo apenas começado a chover hoje depois do almoço, o que fez com que o meu dia terminasse de forma permatura. Apesar de tudo, tenho conseguido fotografar o mais importante em cada um dos locais onde tenho estado até agora.

Amanhã sigo para uma nova etapa. Voo logo às 6:25 da manhã com destino a Cairns, na costa nordeste da Australia. O tempo por lá tem estado complicado segundo o que eu tenho visto na TV. Vamos ver o quee vou encontrar.

 


 

A estrada que percorri hoje
A estrada que percorri hoje

 

 

Hoje foi o dia das praias. Cheguei a Cairns quase ao meio dia e o tempo esteve estranho. A geografia de Cairns é formada por praias numa curta faixa de terreno e logo depois vêm montanhas, que chegam praticamente ao mar. O céu esteve azul e maravilhoso mesmo sobre o mar e sobre as praias mas esteve completamente nublado sobre as montanhas, mesmo com nevoeiro a cobrir o topo das mesmas. Por isso mesmo, fiquei-me pelas praias e apesar de tudo foi mais um dia de sucesso porque consegui pelo menos uma foto que gosto. Comecei na cidade de Cairns e percorri uma estrada costeira para norte, até à cidade de Mossman. Cerca de 60 km com paisagens muito bonitas, como é possível ver na foto. Mossman, que já fica um pouquinho afastada do mar, já estava totalmente encoberta e por isso voltei para trás.

O plano para amanhã vai uma vez mais depender do estado do tempo. Como as coisas têm estado instáveis praticamente durante toda a minha viagem, tenho que manter a minha agenda flexível :). Desde que não chova, já é lucro, tendo em conta as previsões meteorológicas que tenho visto na TV.

 


 

Rain forest in Kurunda
Floresta tropical em Kuranda

 

 

O dia acabou por volta das 13:00 devido à chuva mas apesar disso não foi tão curto quanto possa parecer, visto que começou com o nascer do sol por volta das 5:30. Apesar do mau tempo, a manhã aguentou-se sem chover mas esteve sempre nublado o que limitou muito o que eu pude fazer em relação a fotografia. A este respeito foi um dia muito pouco produtivo mas ainda assim visitei uma área bastante extensa. Mesmo com as nuvens carregadas, decidi ir um pouco para o interior e para as montanhas, uma área da região de Cairns muito diferente do litoral. As montanhas são cobertas de floresta tropical e para lá das montanhas há enornes plantações de cana de açúcar e muitos pastos.

E por hoje não há muito mais a dizer. Amanhã vou fazer uma viagem mais longa até Cape Tribulation, onde se encontram dois cenários que são Património Mundial…a floresta tropical de Daintree em terra e a Great Barrier Reef no mar.

 


 

The beautiful Captain Cook Highway
A bela Captain Cook Highway

 

 

Hoje o tempo esteve bem melhor do que nos últimos dois dias. Não esteve perfeito mas esteve bastante aceitável, especialmente durante a manhã, mais uma vez. Rumei de novo para o norte ao longo do litoral, através da belíssima Captain Cook Highway, que se não fosse as árvores e vegetação que tapam a paisagem em grande parte do percurso, seria uma das estradas mais bonitas do mundo quase de certeza…pelo menos pela amostra de quando se pode ver a paisagem. Foram cerca de 140 km até Cape Tribulation, com uma travessia do rio Daintree de ferry pelo meio. A região do Cabo é muito bonita, com a floresta tropical em todo o seu esplendor, com os cheiros e sons a ela associada e com um turismo muito bem controlado, constituído por pequenas pousadas e lodges escondidos no meio da selva :). Foi também um bom dia para fotografia, tanto pelos locais por onde passei como pelas condições do tempo. Finalmente um dia em que o clima fez jus ao lema do estado de Queensland, o “sunshine state”.

Amanhã parto logo às 6:00 da manhã para a última etapa da minha expedição australiana, etapa que aguardo com muita expectativa. Esperemos uma vez mais que as previsões do tempo não se confirmem por inteiro…porque mais uma vez, dão chuva. Aliás, num país gigantesco como, este, quase todo ele está sob previsão de chuva…tal é a minha sorte! Até amanhã :).

 


 

O navio que liga a Tasmania e Melbourne
O navio que liga a Tasmania e Melbourne

 

 

Antes de mais, peço desculpa pela minha ausência de ontem mas a noite passada fiquei num lodge no meio de uma montanha onde nem o hotel tinha internet, nem a internet móvel da Vodafone Austrália apanhava sinal…aliás, isso é bastante comum aqui…há áreas bastante extensas sem cobertura da rede e acho que amanhã vai acontecer o mesmo porque vou ficar de novo numa pequena localidade.

De qualquer forma, a verdade é que também não tinha muito para dizer. O dia de ontem foi péssimo, esteve quase sempre a chover, e grande parte do dia de hoje foi horrível porque além da chuva, esteve um vento terrível, com árvores arrancadas do chão, com ramos e troncos no meio da estrada, etc. Se isto continuar assim, as fotos da Tasmania vão ser facilimas de editar…porque não vai haver nenhuma :). Tirei meia dúzia só por descarga de consciência, mas nada que se aproveite. Amanhã estão a prever tempo melhor e se assim for, vou passar o dia no carro de forma a poder fazer num dia aquilo que tinha programado para quatro, pelo menos o mais importante. Assim, mesmo que os restantes dias voltem a estar miseráveis, já terei qualquer coisa feita.

Sei que pela foto de hoje, parece que o tempo esteve uma maravilha…e esteve…a partir das 5 da tarde! Se amanhã estiver assim, maravilha! Na foto podem ver o enorme ferry que faz a ligação entre o norte da Tasmania, a partir da cidade de Devonport, onde eu estou, e o sul do território principal da Austrália, mais precisamente a cidade de Melbourne. O navio tem 11 andares, sendo os primeiros 4 para transporte de carros. A viagem demora 11 horas.

O plano de amanhã está totalmente em aberto. Se se confirmar um dia melhor, vai ser sempre a correr para aproveitar o tempo ao máximo. Se eu não der notícias amanhã, é porque não tenho internet outra vez. Se tiver, cá estarei.

 


 

Praia no nordeste da Tasmania
Praia no nordeste da Tasmania

 

 

Afinal acabei por ter internet hoje, visto que o hotel tem wifi. Hoje o tempo não esteve horrível como nos últimos dois dias mas infelizmente também não esteve muito bom aqui onde estou. Estava perfeito em Devonport mas à medida que me aproximei da costa leste, onde me encontro hoje, foi ficando cada vez mais nublado até ao ponto em que ficou totalmente nublado. Não choveu, é verdade, mas o céu esteve péssimo para fotografia e a minha preocupação foi tentar aproveitar cada pequeno pedaço de céu azul que aparecia de vez em quando. Andei a fotografar com enquadramentos claramente condicionados pelo céu, mesmo quando não eram os melhores. Digamos que esta viagem está a ser um enorme teste à minha criatividade :).

Colocando o estado do tempo de lado, esta região é lindíssima, com praias com a areia mais branca que já vi. Andei grande parte do dia para cima e para baixo ao longo da costa, à procura do melhor céu possível, e a visitar o máximo de praias possível. Neste momento já fiz mais de 6000 km de carro ao longo desta viagem. Logo pela manhã, ainda antes de vir para esta parte da ilha, fotografei o nascer do sol numa montanha chamada Cradle Mountain, junto a um lago. Cenário muito bonito e até estava totalmente limpo nesse local…mas a luz não aconteceu. Aliás, ainda não tive um nascer ou por do sol com aquela luz fantástica que por vezes acontece.

Amanhã rumo a Hobart, principal cidade e capital do estado. Pelo caminho, vou visitar mais praias e áreas costeiras…vamos ver como estará o tempo.

 


 

Deixa-me comer!
Deixa-me comer!

 

 

Agora que a minha viagem está a terminar, o tempo está a ficar bom :). Hoje esteve de facto excelente mas infelizmente eu já não estava nos locais mais espetaculares…e também é verdade que não sei como estaria o tempo lá. De qualquer forma, o dia acabou por ser bastsnte bom, especialmente com a visita ao Parque Nacional Freycinet, pela manhã. O ponto alto desta visita foi sem dúvida a vista da Wineglass Bay. Foi preciso caminhar 3 km mas valeu bem a pena. Uma maravilha. Depois desta visita fui fazendo a viagem até Hobart, parando em alguns locais pelo caminho para mais algumas fotos. No final da tarde subi até ao Mount Wellington para uma vista fabulosa sobre Hobart ao pôr do sol. Uma forma perfeita de terminar o dia.

Amanhã é o último dia da minha aventura na Austrália. Pela manhã vou visitar mais alguns locais aqui nos arredores de Hobart e a meio da tarde tenho o meu voo para Sydney, onde no início da noite apanho o meu voo da Emirates para o Dubai. Sofri com o estado do tempo, é verdade…mas não deixou de ser uma viagem fantástica. Até amanhã.

 


 

O jipe e a paisagem de hoje
O jipe e a paisagem de hoje

 

 

Devido à minha longa viagem de ontem, não pude fazer o meu post diário. Agora que o voo doloroso já está feito, cá estou eu no Dubai. De manhã dei uma pequena volta aqui perto do hotel porque estava bastante cansado. Depois de um pequeno repouso, durante a tarde fiz um passeio de jipe pelo deserto, que envolveu subir e descer dunas de uma forma assustadora mas igualmente divertida…e como bônus ainda tirei umas fotos interessantes. O dia terminou com um jantar no meio de toda aquela areia :).

Amanhã vou fazer uma visita ao edifício mais alto do mundo, o Burj Khalifa e em princípio vou também visitar outro edifício famosíssimo, o Hotel Burj Al Arab. Infelizmente não consegui acesso ao topo do Burj Khalifa durante o dia…que para fotos seria bem melhor. À noite deve ser muito bom para ver mas não para fotografar. Paciência. Veremos como vai correr o dia. Não sou mesmo uma pessoa de grandes cidades.

 


 

Burj Khalifa
Burj Khalifa

 

 

Hoje andei quilómetros. De manhã fui até ao Burj Khalifa porque apesar de la voltar à noite para subir lá ao alto, queria também algumas fotos durante o dia. Para tentar encontrar imagens que funcionassem, dei a volta inteira ao edifício…mas a uma certa distância dele, o que significou caminhar MUITO! Confirmei também o que já sabia. Sou uma desgraça a fotografar ambientes urbanos. Parece que simplesmente não sei “ver” cidades. Não consigo encontrar enquadramentos bons. Enfim.  Pela tarde, fui até ao outro edifício emblemático do Dubai, o hotel Burj Al Arab. Mais uma vez fartei-me de caminhar porque a praia pública onde se pode ter acesso a um local onde fotografar o edifício é muito longe do edifício propriamente dito e eu fiz aquela distância toda a pé. Duas vezes! E finalmente, pela noite lá voltei eu ao Burj Khalifa para umas fotos nocturnas e para subir ao observatório At The Top. Também assisti ao espetáculo de água, luz e som que acontece na fonte que existe em frente ao edifício…mas é tanta gente a ver que aquilo é quase uma selva. Nunca vi tantos telefones e tablets a tirar fotos. Maravilhosas, claro…ainda mais à noite :).

Amanhã vou até Abu Dhabi. Já que estou perto, vou conhecer mais uma cidade dos Emirados…mas sinceramente, estou aqui há dois dias e já estou farto disto. Eu gosto é de natureza. Deixo os shoppings para quem gosta de ver montras :) .

 


 

Sheikh Zayed Grand Mosque
Grande Mesquita Sheikh Zayed – Abu Dhabi

 

 

Isto de chegar a Portugal e apanhar com tanto frio é que não tem piada nenhuma :). Pois é…a viagem acabou e peço desculpa por não ter atualizado o diário nos últimos dois dias mais com o cansaço e com a viagem de volta, não houve mesmo vontade para escrever.

Agora que já estou confortavelmente em casa e que já dormi uma noite na minha cama, já posso fazer uma espécie de balanço em relação ao que foi a viagem e a pontos altos e baixos. Quando resolvi voltar à Austrália, eu já sabia bem o que ia encontrar. Alguns dos locais eu já conhecia por já ter lá estado, outros conhecia de fotos e de ter lido a respeito deles. No entanto, por muito que nos preparemos para uma viagem, há fatores que simplesmente estão fora do nosso controlo. Um desses fatores é o tempo. Durante toda a viagem eu fui-me queixando do tempo e a verdade é que tive que lutar quase durante toda a viagem contra as condições climáticas. Vocês não irão notar isso nas fotos que vou colocar online nas próximas semanas porque, como é óbvio, vou selecionar as melhores e consequentemente, as que foram tiradas com as melhores condições…mas houve dias que foram, fotograficamente falando, um desastre total :). Apesar deste “ligeiro” problema, a viagem foi espetacular e mesmo nos dias em que não fotografei, pude na mesma visitar esses lugares…e é isso que fica comigo para o futuro. Pude visitar praticamente todas as regiões de um país enorme e ficar a conhece-lo melhor do que a maioria dos Australianos.

Em relação aos Emirados Árabes Unidos, confirmaram algo que eu já sabia e que já comentei anteriormente. Não sou realmente uma pessoa de grandes cidades, de grandes edifícios, de shoppings, de trânsito infernal. Ficou a experiência de ter conhecido mais uma região do nosso mundo e, apesar de tudo, acabei por me divertir em algumas situações, como no passeio de jipe pelo deserto ou na subida ao 124º andar do Burj Khalifa, prédio mais alto do mundo. Aliás, nos Emirados tudo tem que ser o melhor, maior, mais caro, mais estranho, etc. É tudo em grande. De lá eu só queria ter trazido uma coisa para cá…o preço da gasolina (menos de 50 cêntimos o litro)!!!

Daqui a uns dias, e para terminar este diário, vou colocar aqui um texto mais dirigido à questão da fotografia e do equipamento, como tudo funcionou, se mudava algo, etc, etc..

De qualquer forma, agradeço desde já a quem seguiu esta minha aventura ao longo destas semanas e fiquem atentos porque mais viagens se seguirão em 2014 :).

 


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Photographing the Burj Al Arab Hotel (picture taken with cell phone)
A fotografar o Hotel Burj Al Arab (foto tirada com telefone)

 

 

Vou terminar este meu diário de viagem com uma opinião breve sobre as condições que encontrei para a fotografia e sobre o equipamento que levei comigo desta vez.

A Austrália é um país enorme e devido a esse facto, tem uma variedade grande de climas que por seu lado criam uma variedade grande de paisagens. É por isso um país que oferece excelentes oportunidades para fotografia de viagem ou fotografia de paisagem. Infelizmente eu tive o azar de fazer a minha visita na pior época dos últimos 30 anos no que diz respeito ao estado do tempo. Conforme referi num dos dias em que por lá estive, no periodo de 2 dias choveu 4 vezes mais do que a média mensal. O mau tempo acompanhou-me durante quase toda a viagem e se é verdade que eu lá fui sendo capaz de fazer o meu trabalho por entre os pingos da chuva, o clima pouco colaborante reduziu e muito o meu tempo e as minhas oportunidades para fotografia de qualidade. São coisas que acontecem neste tipo de fotografia…às vezes corre bem quando as chances nem são a nosso favor, e outras vezes corre menos bem quando pensamos que as condições vão estar boas.

Em relação a equipamento, vou começar pela minha decisão de pela primeira vez ter viajado sem computador portátil. É para continuar? Sim, é. Correu tudo como eu tinha planeado e no final da viagem pude ver que foi a decisão certa. O tablet permitiu-me fazer as atualizações diárias desta página sem qualquer problema, permitiu-me fazer uma edição rápida das fotos que coloquei online, permitiu-me fazer o backup diário das imagens para um disco externo e, acima de tudo, não se tornou uma distração todas as noites, à semelhança do que aconteceu em viagens anteriores com o computador. Além disso ainda me permitiu viajar mais leve.

Quem acompanhou a viagem e se interessa por estas coisas, sabe que desta vez viajei com um par de Sony A99. A grande mudança para mim em relação a viagens anteriores foi ter que conviver com um visor eletrónico. Já tinha usado EVFs anteriormente com diversas câmeras (Sony NEX-7 por exemplo) mas pela primeira vez fotografei uma viagem inteira com um. Sempre fui um acérrimo defensor de visores ópticos e nunca me imaginei contente a usar visores eletrónicos…mas esta viagem mudou de certa forma a minha opinião. Continuo a achar que pelo menos por enquanto, ainda nenhum EVF consegue igualar a experiência de olhar através de um bom visor óptico full frame…mas agora compreendo e aprecio as vantagens que um EVF pode oferecer. Ambos os corpos se portaram muito bem (fotografei metade da viagem com cada um) e não tive qualquer problema durante todo o periodo da viagem. Pude até testar até que ponto a A99 é realmente resistente aos elementos, visto que apanhou uma enorme molha em Sydney. No entanto, nesta situação o meu maior medo foi com a Sony 24mm que pelo menos oficialmente, não é selada contra pó e água. No entanto ela sobreviveu para contar a história e não me deu qualquer problema daí para a frente. Se não é selada, pelo menos é muito bem construída. O único ponto negativo que encontro nas Sony em relação a outras SLR que usei anteriormente é a duração da bateria, o que se compreende devido ao EVF. Pela primeira vez vi-me obrigado a trocar de baterias ao longo de um dia de fotos, o que não sendo terrível, é pouco prático e até pouco recomendado, especialmente em ambientes de muito pó ou em clima muito úmido. Na próxima viagem vou levar comigo um grip vertical para evitar estas trocas, mesmo que isso signifique mais peso. As objectivas que escolhi para me acompanharem acabaram por ser a opção certa, visto que não senti falta de outras soluções.

A maior dificuldade que tive a nível fotográfico, para além do estado do tempo, foi a cidade do Dubai. Como já referi anteriormente, eu não sei mesmo fotogtrafar cidades. Não sei escolher enquadramentos, não sei como evitar elementos indesejáveis, parece que não sei ver ambientes urbanos. Também por isso, acabei por fotogtrafar muito pouco nos Emirados e aproveitei mais para passear e para conhecer a região.

E pronto…está feito o primeiro Diário de Bordo nesta versão mais recente do meu site. Mais uma vez espero sinceramente que tenham gostado de acompanhar a minha aventura. Duas novas viagens estão já em preparação para 2014, uma mais curta em Maio e uma mais longa em Outubro. Mais detalhes nos próximos meses :).

 

 

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