Espaço Pentax

 

Nos mais de vinte anos que levo de fotografia, tenho usado um pouco de tudo no que diz respeito a equipamento. Vários tipos de máquinas (Filme, DSLR, rangefinders, mirrorless) e praticamente todas as marcas, algumas delas já desaparecidas. Também por esta razão, por trocar de equipamento com muita frequência, deixei de falar nas coisas que uso…isto porque passado pouco tempo, trocava de material e não dava uma sequência ao que escrevia.

Desta vez vai ser diferente, ou pelo menos eu espero. Resolvi experimentar um tipo de equipamento que nunca tinha usado anteriormente e que desde há muito queria usar. O que me impedia de o fazer era o elevado preço, totalmente proibitivo para mim. Falo do médio formato digital. Não é que actualmente seja barato…mas é definitivamente mais acessível do que era há uns tempos, especialmente se falarmos da máquina que escolhi, a Pentax 645D. Mais sobre ela num futuro post.

A grande vantagem do médio formato mede-se principalmente pelo tamanho do sensor, maior do que o de uma DSLR full frame e que permite captar mais resolução e, principalmente, mais detalhe. O momento que escolhi foi este porque me preparo para regressar à Islândia em Setembro, que é até hoje o meu país de eleição de todos os que visitei, e quero trazer de lá as melhores imagens possíveis no aspecto técnico, já que o criativo não depende da máquina :). O lado negativo será o voltar a carregar mais peso do que gosto, visto que a máquina é enorme e as objectivas também são em geral maiores do que as de uma DSLR, já para não falar em comparação com as lentes mirrorless que tenho usado nos últimos tempos.

Outro aspecto relevante é o facto das câmeras de médio formato não serem adequadas para vários tipos de fotografia. Para aquilo que eu gosto de fotografar são óptimas, já que a minha fotografia de viagem baseia-se mais nas paisagens. No entanto, qualquer tipo de fotografia que envolva muita acção e que necessite de uma máquina rápida, é para esquecer. Estas máquinas são geralmente lentas na sua operação. Também a selecção de lentes é muito mais escassa do que numa DLSR, daí o ideal ser, caso haja essa possibilidade, ter outro sistema (DSLR por exemplo) de forma a complementar o equipamento.

E por falar em lentes, é o passo que se segue para mim. Ir construindo o meu conjunto de lentes. Uma da vantagem da Pentax 645D é o facto de poder utilizar lentes manuais antigas do tempo do filme. Isso possibilita a sua aquisição por um preço geralmente barato. No entanto, as mais modernas e de focagem automática, são bastante caras.

Assim que eu tenha alguma experiência com a máquina, que recebi apenas há alguns dias, irei escrever aqui as minhas primeiras impressões.

 

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